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Anvisa libera registro de remédios para tratar psoríase e asma Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou hoje (11) o registro de dois medicamentos: um para tratamento de doenças inflamatórias crônicas e autoimunes, e outro para asma e rinossinusite crônica com pólipos nasais grave.

O primeiro medicamento indicado é Yesintek (Ustequinumabe), apresentado como solução injetável pronta para administração subcutânea e para infusão intravenosa.

O remédio é indicado para tratar psoríase, artrite psoriásica, doença de Crohn e colite ulcerativa. Segundo ao Anvisa, o produto foi avaliado pela via de desenvolvimento por comparabilidade, tendo sido comparado ao medicamento Stelara.

“Yesintek é biossimilar, ou seja, demonstra semelhança em termos de qualidade, segurança e eficácia em relação a um produto biológico de referência previamente registrado na Anvisa”, disse a agência reguladora.

A agência disse ainda que o medicamento aprovado é uma nova alternativa terapêutica para pacientes adultos e crianças acima de 6 anos com psoríase em placa de grau moderado a grave.

“O tratamento é direcionado especificamente para casos em que as terapias convencionais — como o uso de ciclosporina, metotrexato ou sessões de fototerapia (PUVA) — não apresentaram resultados satisfatórios, foram contraindicadas ou causaram intolerância.”

Ainda de acordo com a agência reguladora, no caso de pacientes adultos com artrite psoriásica ativa, o medicamento pode ser usado, de forma isolada ou em combinação com metotrexato, quando a resposta ao tratamento com drogas antirreumáticas modificadoras da doença (DMARD) foi inadequada. O Yesintek é indicado ainda para crianças com mais de 6 anos com a doença ativa.

No caso da doença de Crohn, o remédio é indicado para pacientes adultos com quadro ativo de moderado a grave, que tiveram resposta inadequada ou perda de resposta a outros tratamentos, além de pessoas intolerantes à terapia convencional ou ao anti-TNF-alfa (medicamentos imunobiológicos que bloqueiam uma proteína específica, reduzindo inflamações crônicas) ou que tenham contraindicações médicas para essas terapias.

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Testemunhas de Jeová mudam regra polêmica sobre doar sangue Foto: Banco de Imagem

Em uma atualização histórica de suas diretrizes médicas, a liderança global das Testemunhas de Jeová anunciou uma mudança na política sobre o uso de sangue. A partir de agora, os integrantes do grupo religioso estão autorizados a realizar procedimentos que envolvam a remoção, o armazenamento e a posterior devolução de seu próprio sangue ao corpo durante intervenções cirúrgicas pré-agendadas. As informações foram divulgadas pela CNN.

O anúncio foi realizado por Gerrit Losch, um dos líderes do corpo governante da organização, que enfatizou a responsabilidade individual na escolha dos tratamentos. “Cada cristão deve decidir por si mesmo como seu sangue será usado em cuidados médicos e cirúrgicos”, afirmou Losch. Apesar da flexibilização para o sangue do próprio paciente, a proibição de receber transfusões de sangue doado por outras pessoas permanece inalterada e obrigatória para os cerca de 9 milhões de seguidores no mundo, sendo 900 mil deles no Brasil.

A base para a restrição continua sendo a interpretação de passagens do Antigo e do Novo Testamento que ordenam “abster-se de sangue”. Segundo um porta-voz do grupo, a crença fundamental sobre a “santidade do sangue” não sofreu modificações, apenas a aplicação técnica em procedimentos específicos.

A medida foi recebida com ceticismo por ex-membros e especialistas em bioética. O americano Mitch Melon, ex-integrante do grupo, afirmou ao jornal Los Angeles Times que a mudança “não vai longe o suficiente”. A principal crítica é que, em casos de acidentes graves com perda súbita de sangue ou tratamentos oncológicos infantis que exigem múltiplas transfusões, a nova regra é ineficaz, pois o paciente não teria tempo ou condições de armazenar o próprio sangue previamente.

Com a nova diretriz, espera-se que médicos e hospitais passem a oferecer com mais frequência opções de “cirurgias sem sangue” e técnicas de recuperação para pacientes do grupo.

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