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Pobreza na Argentina volta a subir e atinge 32,3% da população Foto: Reprodução

A pobreza na Argentina voltou a subir e atingiu 32,3% da população do país no primeiro semestre de 2026, o que representa 9,7 milhões de pessoas, contra 28,2% registrados no semestre anterior.

Os dados oficiais foram publicados, nessa quinta-feira (24), pelo Instituto Nacional de Dados Estatísticos (Indec).

No início do governo de Javier Milei, a pobreza cresceu de 41,7%, no 2º semestre de 2023, para 52,9% da população, no 2º semestre de 2024.

Desde então, o indicador que mede a pobreza do país vizinho vinha caindo até chegar aos 28% no ano passado, sendo apresentado como um dos trunfos do governo Milei.

O aumento da pobreza no país vem acompanhado do fechamento de empresas e empregos e da queda na atividade econômica medida pelo Indec, que fechou julho com retração de 2,9% em relação a junho.

O número de pessoas pobres classificadas como “abaixo da linha da indigência” também cresceu, passando de 6,3% no 2º semestre de 2025 para 7,5% no 1º semestre de 2026, o que equivale a 2,2 milhões de pessoas.

Os dados de pobreza do Indec são referentes a 31 regiões urbanas do país e são medidos de acordo com a capacidade das famílias de comprar a cesta básica de alimentos e a cesta básica total, que inclui despesas como habitação, transporte e roupas.

“Em média, a renda familiar per capita aumentou 11,5%. As cestas regionais médias aumentaram 21,4% (Cesta Básica Alimentar) e 19,6% (Cesta Básica Total)”, diz o Indec.

O Instituto Nacional de Estatísticas da Argentina ainda destaca que a maior parte das pessoas pobres, 44,5% do total, é formada por crianças e adolescentes de até 14 anos.

Economia
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Subsídio de R$ 2,12 ao diesel deve ser mantido por 30 dias Foto: José Cruz/Agência Brasil

O governo federal deve manter por mais 30 dias a subvenção de R$ 2,12 por litro de diesel, disse nesta quinta-feira (24) o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti. A prorrogação deverá ser anunciada ainda nesta semana.

Atualmente, o benefício é resultado da combinação de duas medidas: uma subvenção de R$ 1,12 por litro, cuja validade termina neste sábado (26), e outra de R$ 1 por litro, anunciada pelo governo no início de setembro.

Em entrevista para explicar a liberação de R$ 1,8 bilhão no Orçamento de 2026, Moretti afirmou nesta quinta-feira (24) que a tendência é manter o valor atual por mais um mês.

“Vamos levar ao presidente [Luiz Inácio Lula da Silva] , mas, frente aos indicadores, a tendência é que a gente mantenha [a subvenção]”, ressaltou o ministro.

Brumado
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Prefeitura de Brumado propõe reajuste de 9% para servidores efetivos Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

O Prefeito Municipal de Brumado, Fabrício Abrantes, protocolou no Poder Legislativo municipal um Projeto de Lei que concede recomposição salarial de 9% aos servidores públicos efetivos regidos pela Lei Municipal nº 1.240, de 04 de julho de 2000. A medida, formalizada em 16 de setembro de 2026 e protocolada na Câmara de Vereadores em 18 de setembro, estabelece a atualização dos vencimentos com efeitos financeiros retroativos a 1º de setembro do mesmo ano.

Segundo documento recebido pelo site Achei Sudoeste, na justificativa encaminhada aos vereadores, o Executivo municipal enfatiza que o percentual proposto não se refere exclusivamente às perdas de um único ano, mas busca recompor parcialmente o poder aquisitivo acumulado ao longo de exercícios anteriores devido aos impactos da inflação e da elevação do custo de vida. A margem de 9% foi definida após rodadas de negociação e tratativas diretas entre a Administração Municipal e a entidade sindical representativa dos trabalhadores.

A aplicação do índice será repassada de forma individualizada, tomando como referência o nível e a letra em que cada servidor já se encontra enquadrado na tabela de vencimentos do município. De acordo com a Prefeitura, a iniciativa busca conciliar o reconhecimento e a valorização do funcionalismo público efetivo com a capacidade financeira e as limitações fiscais da gestão municipal.

O estudo de impacto orçamentário e financeiro anexado à proposta prevê um acréscimo nas despesas públicas no montante de R$ 748.651,70 para os quatro meses de vigência em 2026, já contabilizados os reflexos no décimo terceiro salário, terço constitucional de férias e encargos patronais de 20%. Para os exercícios de 2027 e 2028, considerados anos cheios de aplicação da medida, o gasto anual estimado é de R$ 1.871.636,28 para cada período, atingindo um impacto financeiro acumulado de R$ 4.491.924,26 no triênio.

O projeto tramita na Câmara Municipal de Brumado sob análise das comissões temáticas antes de seguir para a votação definitiva no plenário da Casa.

Economia
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Gasolina chega a R$ 7,99 em Cocos e dispara alerta entre motoristas da região Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

O preço da gasolina voltou a assustar os motoristas do município de Cocos, localizado no oeste da Bahia. Com o litro do combustível sendo vendido por até R$ 7,99 em postos locais, a cidade registra valores consideravelmente superiores aos praticados em municípios vizinhos, pesando diretamente no orçamento da população.

A discrepância nos valores causa indignação entre os moradores, principalmente porque reduções recentes anunciadas no mercado de combustíveis não se refletiram de forma proporcional nas bombas da cidade. Enquanto a média estadual e regional aponta para uma estabilização ou queda, Cocos segue no topo do ranking dos valores mais altos praticados na região.

Para efeito de comparação, na vizinha Carinhanha o litro da gasolina pode ser encontrado por R$ 6,90, o que representa uma economia de R$ 1,09 por litro em relação ao valor máximo cobrado em Cocos. Já no município de Malhada, os preços variam entre R$ 6,79 e R$ 7,20, evidenciando uma forte variação territorial em um curto raio de distância.

O impacto financeiro dessa discrepância fica evidente ao calcular o custo do abastecimento completo. Em um tanque de 50 litros, a diferença entre o menor preço encontrado na região (R$ 6,79) e o valor praticado em Cocos (R$ 7,99) chega a R$ 60 a mais para o consumidor local. Diante do cenário, motoristas cobram maior fiscalização dos órgãos de proteção ao consumidor sobre a composição dos preços praticados na cidade.

Bahia
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Greve dos bancários param bancos públicos a partir da próxima quinta-feira (10) na Bahia Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Após assembleia realizada na sexta-feira (04), o Sindicato dos Bancários de Vitória da Conquista e região decidiu aderir à greve e deve paralisar as atividades nos bancos a partir da próxima quinta-feira (10).

Em entrevista ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, Paulo Barrocas, presidente do Sindicato dos Bancários no Sudoeste da Bahia, informou que a categoria reprovou integralmente a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). “Nos bancos públicos, a votação foi bem expressiva. Os trabalhadores recusaram a proposta por ampla maioria. Nos bancos privados, a votação foi mais apertada, mas a proposta também foi rejeitada”, relatou.

No próximo dia 9, antes da deflagração da greve, uma nova avaliação será feita pelo sindicato junto aos bancos privados. Nos bancos públicos, por ampla maioria, a decisão já foi tomada e, a partir do dia 10/09, o movimento grevista terá início.

Em resumo, a proposta da Fenaban consistiu em repor a inflação e conceder mais 0,6% de reajuste. Barrocas salientou que a inflação já é um direito do trabalhador em função das perdas salariais. Ele destacou ainda que 0,6% é praticamente nada de reajuste. “É um índice muito insatisfatório, tanto para bancos públicos quanto privados”, considerou.

Além do reajuste, a categoria reivindica melhores condições de trabalho, mais respeito à saúde do trabalhador e o não fechamento das agências no interior.

Economia
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Boletim Focus: Mercado prevê redução da inflação e do PIB de 2026 Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O mercado financeiro revisou para baixo as projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e da inflação no Brasil para 2026. As novas estimativas constam no Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (31), em Brasília. A pesquisa semanal reúne as expectativas médias de bancos, consultorias e corretoras para os principais indicadores econômicos do país para este ano e para os próximos três exercícios.

A previsão para a inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), recuou ligeiramente de 5,02% para 5,01% nesta semana. O dado atual contrasta com o acumulado em 12 meses até julho, que ficou em 4,44% segundo o IBGE, mantendo o indicador dentro do teto da meta estipulada pelo governo. Já para 2027, a estimativa do mercado apresentou uma leve alta, subindo de 4,25% para 4,28%, enquanto as projeções para 2028 e 2029 permaneceram em 3,80% e 3,50%, respectivamente.

No que se refere ao PIB, que soma todos os bens e serviços produzidos no país, as instituições financeiras reduziram a expectativa de alta em 2026 de 1,95% para 1,92%. As previsões de avanço da atividade econômica para os anos seguintes não sofreram alterações, mantendo-se em 1,50% para 2027, 1,98% para 2028 e 2,00% para 2029.

Apesar das revisões na inflação e na atividade produtiva, o câmbio e a taxa básica de juros (Selic) permaneceram estáveis para 2026. A projeção para o dólar no fim do ano foi mantida em R$ 5,20 — valor estimado em R$ 5,30 para 2027 e 2028, e R$ 5,36 para 2029. Já a taxa Selic para o encerramento de 2026 foi preservada em 13,75% ao ano. Atualmente fixada em 14% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom), a Selic deve fechar os anos de 2027, 2028 e 2029 em 12%, 10,5% e 10%, respectivamente.

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Arrecadação federal bate recorde e atinge R$ 289,3 bilhões em julho

A arrecadação do governo federal alcançou R$ 289,3 bilhões em julho de 2026, impulsionada pelo crescimento da atividade econômica e por aumentos recentes na carga tributária. O resultado representa um avanço real de 8,97% — já descontada a inflação — em comparação ao mesmo período de 2025, marcando o maior patamar histórico para o mês. Os dados foram apresentados pela Receita Federal nesta terça-feira (25).

Com o desempenho do último mês, o acumulado de janeiro a julho de 2026 atingiu R$ 1,876 trilhão em receitas federais. O montante representa uma alta real de 6,98% na comparação com os primeiros sete meses do ano anterior.

De acordo com a Receita Federal, o crescimento arrecadatório foi alavancado pela maior entrada de recursos da Previdência Social e pela expansão do PIS e da Cofins, reflexo do aquecimento nas vendas do setor produtivo. Também pesaram no resultado positivo o aumento no recolhimento do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos de capital, além da alta do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).

Economia
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Mercado mantém em 5,33% projeção de inflação para 2026 Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) projetado pelo mercado financeiro se mantém em 5,33% para este ano, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (29) pelo Banco Central (BC).

A estabilização do índice, que é referência oficial da inflação no país, ocorre após 15 meses de altas consecutivas, mas o percentual permanece acima da meta que deve ser perseguida pelo Banco Central, de 3%, com intervalo de tolerância entre 1,5% e 4,5%, conforme determinado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

A projeção da inflação para 2027 permanece em uma trajetória de aumento, passando de 4,15% para 4,17% em relação à semana anterior. Já as estimativas para 2028 e 2029 se mantém estáveis em 3,7% e 3,5%, respectivamente.

Economia
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Mercado eleva projeção de inflação e vê Selic em 14% ao ano em 2026 Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 5,3% para 5,33% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (22), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Mesmo após o anúncio de acordo para o fim da guerra no Oriente Médio, que vem pressionando o preço dos combustíveis e de alimentos, a previsão para o IPCA até o fim deste ano foi elevada pela décima quinta semana seguida, estourando o intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC.

Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

Em maio, o preço dos alimentos pressionou a inflação oficial, que fechou em 0,58%. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,72%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), já fora do teto da meta de inflação.

Para 2027, a projeção da inflação subiu de 4,1% para 4,15%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,7% e 3,5%, respectivamente.

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Na última reunião, semana passada, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, pela terceira vez seguida, apesar das tensões em torno do fim da guerra no Oriente Médio. As informações são da Agência Brasil.

Caetanos
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MP-BA busca barrar gastos de R$ 1,3 milhão com festejos juninos em Caetanos Foto: Joá Souza/GOVBA

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) ingressou com representação no Tribunal de Contas (TCM) para proibir a realização de pagamentos de cachês a artistas nos festejos juninos que ultrapassem a média dos valores cobrados em 2025. O promotor de Justiça Ruano Leite pede decisão liminar que evite prejuízos aos cofres públicos, já que os eventos estão previstos para ocorrer entre 30 de maio e 14 de junho deste ano, sem que as irregularidades tenham sido corrigidas até o momento.  

Segundo o promotor, foram identificados contratos com valores superiores aos parâmetros de mercado e às orientações dos órgãos de controle. Um dos exemplos citados é o da banda Trio Parada Dura, com diferença estimada em mais de R$ 20 mil acima da média atualizada do ano anterior. Já a possível contratação do artista Silvanno Salles apresenta acréscimo superior a R$ 109 mil.  

O Ministério Público também verificou que o total previsto para contratações artísticas chega a pelo menos R$ 1,37 milhão, valor acima do teto estimado de R$ 1,04 milhão com base em critérios técnicos, como a recomposição inflacionária. Além disso, foram apontadas falhas na transparência e ausência de justificativas adequadas para a elevação dos valores, mesmo após recomendações expedidas pelo órgão para revisão e adequação dos contratos.

Economia
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Petrobras ajusta preços do diesel para R$ 1,12 Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O Conselho de Administração da Petrobras, em reunião nesta segunda-feira (1°), aprovou a adesão da companhia à subvenção econômica aos produtores e importadores de óleo diesel de uso rodoviário no país, no valor de R$ 1,12 por litro comercializado, instituída pela Medida Provisória (MP) nº 1.363, de 30 de maio. O ajuste já está em vigor desde a terça-feira (2).

“Diante do caráter facultativo e do potencial benefício, entende-se que essa adesão é compatível com o interesse da companhia e preserva a flexibilidade da Petrobras na implementação da sua estratégia comercial”, explica a estatal.

A adesão à nova subvenção é complementar à adesão anteriormente autorizada pela Medida Provisória nº 1.358/2026, de 13 de maio.

A estatal disse que mantém sua estratégia comercial levando em consideração sua participação no mercado, a otimização dos seus ativos de refino e a rentabilidade de maneira sustentável, evitando o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio.

Justiça
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Justiça manda cidade de Quijingue suspender show de Victor e Léo no São João Foto: Divulgação

A Justiça baiana determinou que a cidade de Quijingue, na região nordeste do estado, suspenda o contrato firmado com a dupla Victor e Léo pelo valor de R$ 780 mil. A atração é uma das confirmadas para a festa de São João deste ano no município, com apresentação prevista para o dia 23 de junho. A determinação judicial também proíbe pagamentos de cachês acima da média para outros artistas.

A decisão atende a ação civil pública movida pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) contra a gestão municipal e os empresários responsáveis pelas atrações artísticas contratadas, dentre elas Márcia Fellipe, Victor e Léo e Murilo Huff.

Além da suspensão do contrato da dupla Victor e Leo, a Justiça proibiu o município de realizar pagamentos por cachês acima da média praticada em 2025 para os artistas citados. Deve ser levada em conta apenas a correção pela inflação, como orienta a Nota Técnica conjunta emitida pelo MP e Tribunais de Contas baianos.

A decisão, proferida na última quarta-feira (27), considerou que o cachê de Victor e Léo descumpre as orientações técnicas dos órgãos de controle, pois está acima do valor de R$ 700 mil utilizado como alerta de limite na Nota Técnica, que exige a efetiva comprovação da saúde financeira do município para contratos acima deste montante.

Destacou também que os valores de contratos já firmados com artistas são incompatíveis com a capacidade financeira do município. No documento, a juíza Dione Cerqueira afirmou que Quijingue se encontra em situação de emergência devido à estiagem, o que exige prioridade na aplicação de recursos em serviços públicos essenciais.

Na ação civil, o MP demonstrou que os gastos totais com os festejos juninos já ultrapassam os R$ 4,5 milhões, incluindo a contratação de artistas como a dupla César e Menotti (R$ 600 mil) e o cantor Murilo Huff (R$ 650 mil). Houve ainda aumentos, comparado a 2025, em outras contratações como Michele Andrade e Fulô de Mandacaru (respectivamente 45,31% e 44,44%) e Murilo Huff, cujo aumento de cachê foi em torno de 30%.

“O objetivo da atuação ministerial consiste em adequar os gastos públicos aos princípios da economicidade, razoabilidade e eficiência administrativa, promovendo equilíbrio entre os investimentos destinados às festividades e a manutenção dos serviços públicos essenciais, especialmente em um contexto de reconhecida crise hídrica e situação de emergência municipal”, disse a promotora de Justiça Sabrina Rigaud.

No domingo (31), a Prefeitura de Quijingue fez uma postagem nas redes sociais com as atrações confirmadas para o São João. A dupla Victor e Léo segue na grade divulgada.

Economia
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Mercado financeiro eleva previsão da inflação para 5,09% este ano Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 5,04% para 5,09% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (1º), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Com a guerra no Oriente Médio pressionando o preço dos combustíveis e a inflação, a previsão para o IPCA deste ano foi elevada pela décima segunda semana seguida, estourando o intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC.

Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

Em abril, o preço dos alimentos pressionou a inflação oficial, que fechou em 0,67%. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,39%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ainda dentro do teto da meta de inflação.

Para 2027, a projeção da inflação variou de 4,01% para 4,02%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,66% e 3,5%, respectivamente. As informações são da Agência Brasil.

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Preço do gás de cozinha sobe quase 10% na Bahia e botijão pode ficar até R$ 10 mais caro Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

O bolso do consumidor baiano vai sentir mais um peso a partir desta segunda-feira (1°). O valor do gás de cozinha sofreu um novo reajuste de 9,59%, de acordo com informações divulgadas pelo Sindicato das Revendedoras de Gás de Cozinha (SindRevGás). A mudança promete impactar diretamente o orçamento doméstico em toda a região.

Segundo a entidade, o aumento foi aplicado pela Acelen, concessionária responsável pela gestão da Refinaria de Mataripe. Na prática, o reflexo desse reajuste nas distribuidoras deve fazer com que o preço do botijão de 13 kg fique, em média, entre R$ 8 e R$ 10 mais caro para o consumidor final nas portarias das revendas.

Este é o terceiro reajuste expressivo registrado apenas no decorrer deste ano, consolidando uma tendência de alta no preço do combustível essencial para as famílias. O ano começou com uma alteração logo no dia 2 de janeiro, quando o valor do gás de cozinha teve um reajuste de 2,38%. Poucos meses depois, em 15 de abril, os consumidores enfrentaram o maior baque do período, com um aumento que ultrapassou a marca dos 15%.

Com o novo acréscimo anunciado nesta segunda-feira, o comércio de gás da região sudoeste e de todo o estado já começa a repassar os custos, restando aos moradores pesquisarem os melhores preços para tentar amenizar o impacto no orçamento familiar.

Economia
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Dívida Pública sobe 1,91% em abril e encosta em R$ 8,8 trilhões Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A emissão recorde de títulos, principalmente vinculados à Taxa Selic (juros básicos da economia), fez a Dívida Pública Federal (DPF) subir em abril. Segundo números divulgados nesta quarta-feira (27) pelo Tesouro Nacional, a DPF passou de R$ 8,633 trilhões em março para R$ 8,798 trilhões no mês passado, alta de 1,91%.

Em agosto do ano passado, o indicador superou pela primeira vez a barreira de R$ 8 trilhões. De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), apresentado em janeiro, o estoque da DPF deve encerrar 2026 entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões.

A Dívida Pública Mobiliária (em títulos) interna (DPMFi) avançou 1,93%, passando de R$ 8,302 trilhões em março para R$ 8,462 trilhões em abril. No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 68,04 bilhões em títulos a mais do que resgatou, principalmente em papéis ligados à Selic. A alta foi reforçada pela apropriação de R$ 92,54 bilhões em juros.

Por meio da apropriação de juros, o governo reconhece, mês a mês, a correção dos juros que incide sobre os títulos e incorpora o valor ao estoque da dívida pública. Com a Taxa Selic (juros básicos da economia) em 14,5% ao ano, a apropriação de juros pressiona o endividamento do governo.

No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 201,09 bilhões em títulos da DPMFi, volume recorde para todos os meses desde o início da série histórica. O principal fator foi a substituição de títulos vinculados à Selic que venceram no mês passado, mais o lançamento que atende à demanda dos investidores em abril.

Apesar da emissão recorde, os resgates foram altos em abril e somaram R$ 133,05 bilhões. Isso porque tradicionalmente o primeiro mês de cada trimestre concentra vencimento de títulos prefixados (com juros determinados no momento da emissão).

A Dívida Pública Federal externa (DPFe) subiu 1,28%, passando de R$ 331,64 bilhões em março para R$ 335,88 bilhões em abril. Apesar da queda de 4,42% do dólar no mês passado, provocada pelo aumento no preço do petróleo, a dívida aumentou por causa da emissão recorde de 5 bilhões de euros em meados de abril.

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Mercado eleva previsão da inflação para 5,04% este ano Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 4,92% para 5,04% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (25), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Com a guerra no Oriente Médio pressionando o preço dos combustíveis e a inflação, a previsão para o IPCA deste ano foi elevada pela décima primeira semana seguida, estourando o intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC.

Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

Em abril, o preço dos alimentos pressionou a inflação oficial, que fechou em 0,67%. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,39%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ainda dentro do teto da meta de inflação.

Para 2027, a projeção da inflação variou de 4% para 4,01%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,65% e 3,5%, respectivamente. As informações são da Agência Brasil.

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Mercado projeta inflação de 4,92% em 2026 Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A expectativa do mercado financeiro para inflação e juros subiu na comparação com a semana passada. As projeções relacionadas a câmbio e economia se mantiveram estáveis, segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (18) pelo Banco Central (BC).

De acordo com o levantamento, a previsão do mercado é de que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o indicador oficial de inflação do país, feche 2026 em 4,92%.

É a décima semana consecutiva com previsão de alta inflacionária. Na semana passada, o mercado projetava um índice ligeiramente menor (4,91%).

Há quatro semanas, a inflação projetada para 2026 estava em 4,8%. Para os anos subsequentes, as projeções de inflação são de 4% em 2027 e de 3,65% em 2028.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação no Brasil desacelerou em abril, fechando o mês em 0,67%, pressionada pelos preços de alimentos e bebidas (1,34%).

Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta de inflação para o Brasil é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

Brumado
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Câmara de Brumado aprova reajuste de 7,4% para professores por unanimidade Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Em uma demonstração de articulação política e foco na valorização do ensino, a Câmara Municipal de Brumado aprovou, por unanimidade, na manhã desta quarta-feira (29), o Projeto de Lei nº 017/2026. A medida garante um reajuste salarial de 7,4% para os profissionais do magistério público municipal, com os 15 vereadores da Casa votando a favor da proposta enviada pela gestão do prefeito Fabrício Abrantes. O texto, votado em regime de urgência, atualiza a Tabela de Vencimento dos Servidores e reafirma o compromisso do Executivo com a categoria.

Diferente de reajustes que apenas acompanham os índices inflacionários, o projeto aprovado assegura o ganho real nos vencimentos dos professores. Segundo a gestão municipal, o objetivo é não apenas recompor perdas econômicas, mas fortalecer o poder aquisitivo dos servidores que atuam na base da formação social do município. A Administração Municipal reforça que, ao promover essa recomposição, reconhece o papel essencial desses profissionais na formação educacional e no desenvolvimento social de Brumado.

De acordo com o projeto aprovado, o percentual de 7,4% incide sobre os vencimentos básicos e possui efeito retroativo a 1º de janeiro de 2026. Isso significa que os servidores receberão os valores acumulados referentes aos primeiros meses do ano. A aprovação unânime no Salão Nobre Esther Trindade Serra reflete o consenso entre os poderes Legislativo e Executivo sobre a importância de investimentos contínuos na educação básica e na manutenção do poder de compra do funcionalismo público diante do cenário inflacionário.

Brumado
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Câmara de Brumado vota reajuste de 7,4% para professores municipais Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Nesta quarta-feira (30), a Câmara de Vereadores de Brumado realizará uma sessão extraordinária às 10h, no plenário do Salão Nobre Esther Trindade Serra. O Projeto de Lei nº 017/2026, que dispõe sobre a atualização da Tabela de Vencimento dos Servidores Públicos do Magistério Municipal, será votado em regime de urgência simples.

De iniciativa do Poder Executivo, a proposta busca a recomposição remuneratória dos servidores integrantes do magistério público municipal, assegurando não apenas a reposição das perdas inflacionárias, mas também a concessão de ganho real em seus vencimentos.

A medida encontra amparo nos princípios constitucionais da valorização dos profissionais da educação, bem como se alinha às diretrizes de manutenção do poder aquisitivo dos servidores públicos, especialmente diante do cenário inflacionário que impacta diretamente duas condições de subsistência.

Ao promover essa recomposição salarial, a Administração Municipal reafirma o seu compromisso institucional com a valorização do magistério, reconhecendo o papel essencial desses profissionais na formação educacional e no desenvolvimento social do município.

De acordo com o projeto, a referida tabela fica atualizada no percentual de 7,40% sobre os vencimentos básicos, retroativos a 1º de janeiro de 2026.

Economia
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Mercado eleva projeção da Selic para 13% no fim de 2026 Foto: Divulgação

A pouco mais de uma semana da próxima da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que ocorre nos próximos dias 28 e 29 de abril, o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (20) mostra que os agentes do mercado financeiro estão cada vez mais pessimistas com a trajetória da inflação e dos juros para 2026. A mediana das projeções, segundo o relatório, passou de 12,5% da semana anterior, para 13% ao ano (a.a.) no documento publicado.

Além disso, o mercado também elevou as expectativas para a Selic em 2027, de 10,5% para 11%, e manteve a projeção para o ano seguinte em 10% a.a., quando ainda deve permanecer na casa dos dois dígitos. No limite do horizonte do relatório, os agentes também aumentaram a estimativa. No campo da inflação, o relatório também mostra um novo aumento da projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 4,71% para 4,8% em 2026. Há um mês, essa estimativa estava em 4,17%, bem abaixo do patamar atual e também inferior ao teto da meta prevista pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 4,5%. Para 2027, a previsão para os juros passou de 3,91% para 3,99%.

Também houve um ligeiro aumento na projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2026, de 1,85% para 1,86% – ainda distante dos 2%. Com a economia mais fraca e a projeção de juros elevados por um tempo ainda maior, economistas alertam para riscos a longo prazo para o crescimento do país.

Brumado
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Brumado tem a gasolina mais cara da Bahia Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Abastecer o tanque na Bahia tornou-se um exercício de paciência e estratégia financeira, especialmente para quem vive no sudoeste do estado. Segundo o levantamento mais recente da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), realizado entre os dias 5 e 11 de abril, o município de Brumado ostenta o título amargo de ter a gasolina comum mais cara da Bahia. No cenário oposto, Feira de Santana desponta como o destino mais vantajoso para os motoristas, com uma diferença de preço que beira a casa de um real por litro.

O levantamento, que fiscalizou 203 postos em 25 municípios baianos, revelou que o preço médio em Brumado atingiu R$ 7,97. Nos quatro estabelecimentos consultados na cidade, a variação foi mínima, oscilando entre R$ 7,95 e R$ 7,99. Enquanto isso, em Feira de Santana, a média registrada foi de R$ 7,00, com o consumidor encontrando o combustível por até R$ 6,79. Essa disparidade de R$ 0,97 entre as duas cidades evidencia o abismo logístico e tributário que impacta o bolso do cidadão baiano.

Apesar da liderança isolada de Brumado no topo do ranking, outras cidades turísticas e polos regionais também mantêm preços elevados. Porto Seguro aparece logo em seguida com média de R$ 7,93, acompanhada por Eunápolis (R$ 7,80) e Ilhéus (R$ 7,75). Em Vitória da Conquista e Caetité figuram na faixa intermediária, com valores na casa dos R$ 7,68, reforçando a tendência de preços mais salgados no interior em comparação à capital, Salvador, onde a média ficou em R$ 7,23.

Mesmo com os valores elevados em termos nominais, houve uma leve retração de 1,1% no preço médio estadual em comparação à semana anterior, caindo de R$ 7,48 para R$ 7,40. Entretanto, o alívio é relativo: quando comparada à média nacional, a Bahia continua sendo um dos estados mais caros para dirigir. Enquanto o brasileiro paga, em média, R$ 6,77 pelo litro da gasolina, o baiano precisa desembolsar R$ 0,63 a mais, uma conta que pesa no orçamento e reflete o custo de vida elevado no estado.

Bahia
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Governador Jerônimo Rodrigues anuncia medida para reduzir preço do diesel em R$ 1,20 Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

O governador Jerônimo Rodrigues anunciou nesta segunda-feira (30) que a Bahia vai aderir ao esforço fiscal proposto pelo governo federal para conter a alta do diesel, fortemente impactado pela guerra no Oriente Médio. Desta forma, o Estado arcará com sua parte na política de estabilização, dividindo com o governo federal o subsídio de até R$ 1,20 por litro do diesel importado. Com isso, caberá à União o pagamento de R$ 0,60 por litro, enquanto o Estado assumirá os outros R$ 0,60.

Desde o início da crise internacional, o Governo da Bahia tem atuado em sintonia com as medidas federais para reduzir os impactos sobre trabalhadores diretamente afetados pela alta dos combustíveis. “Determinei que a Bahia participe desse esforço, assumindo metade do custo da subvenção, em alinhamento com o governo do presidente Lula e com o compromisso de proteger a economia da nossa população”, afirmou o governador.

A adesão à proposta ocorre após a União apresentar uma alternativa à isenção do ICMS sobre a importação do diesel, diante de entraves legais. Para Jerônimo, a solução construída é viável e necessária diante do cenário atual. “Estamos em condições de dar essa contribuição, que é um esforço fiscal responsável para proteger a economia popular e garantir o abastecimento”, reforçou.

Além da adesão à subvenção, o Estado também vai intensificar a fiscalização sobre a cadeia de distribuição e comercialização de combustíveis, com o objetivo de coibir práticas abusivas e assegurar que a redução chegue efetivamente ao consumidor final.

Economia
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Governo Federal bloqueia R$ 1,6 bilhão do Orçamento de 2026 Foto: José Cruz/Agência Brasil

O Orçamento de 2026 terá um bloqueio de R$ 1,6 bilhão de gastos não obrigatórios, informaram há pouco os ministérios da Fazenda e do Planejamento. O valor consta do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, documento enviado ao Congresso a cada dois meses que orienta a execução do Orçamento.

Os recursos foram bloqueados para cumprir o limite de gastos do arcabouço fiscal, que prevê crescimento dos gastos até 2,5% acima da inflação para este ano. Segundo os ministérios da Fazenda e do Planejamento, esse bloqueio foi necessário porque o governo terá de abrir crédito para acomodar o crescimento de gastos obrigatórios.

O relatório não traz previsão de contingenciamento, recursos bloqueados temporariamente para cumprir a meta de resultado primário, resultado das contas do governo antes do pagamento da dívida pública.

Segundo os dois ministérios, a projeção de superávit primário neste ano está em R$ 3,5 bilhões, motivada principalmente pela alta de R$ 16,7 bilhões nas previsões com receitas de royalties em 2026, com a disparada dos preços do petróleo após o início da guerra no Oriente Médio.

Embora a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025 estabeleça meta de superávit primário de R$ 34,3 bilhões, 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), a equipe econômica considerou o limite inferior de tolerância, que permite déficit zero para este ano. Com o superávit previsto de R$ 3,5 bilhões, não é necessário contingenciar o Orçamento.

O bloqueio do R$ 1,6 bilhão será detalhado no próximo dia 31, quando o governo publicar um decreto presidencial com os limites de empenho (autorização de gastos) por ministérios e órgãos federais. As informações são da Agência Brasil.

Economia
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Governo Federal pede adiamento de reajustes na conta de luz Foto: Getty Images

O Ministério de Minas e Energia solicitou à Aneel o adiamento dos reajustes nas tarifas de energia previstos para março de 2026. A medida foi proposta enquanto o governo federal conduz análises e tratativas institucionais para encontrar alternativas que reduzam o impacto das contas de luz sobre os consumidores.

Segundo ofício enviado pelo secretário nacional de Energia Elétrica, João Daniel Cascalho, o objetivo é mitigar os efeitos dos reajustes sem comprometer o equilíbrio regulatório. O documento sugere que o adiamento permita concluir estudos e até viabilizar medidas que possam levar a reajustes próximos de zero em alguns casos, dependendo das diretrizes em análise.

A Aneel encaminhou o pedido para avaliação interna, sem confirmar se irá acatá-lo. O tema é sensível, já que março concentra revisões tarifárias importantes e o adiamento pode afetar a previsibilidade do setor. A iniciativa ocorre em meio à expectativa de aumento médio de 8% nas contas de luz em 2026, percentual acima da inflação projetada de 4,1%.

Macaúbas
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R$ 7,99: Macaúbas vende a gasolina mais cara da região Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Os motoristas que trafegam pelo sudoeste baiano têm sentido o peso do combustível no bolso, mas em Macaúbas a situação atingiu o patamar mais crítico da região. Com o litro da gasolina comercializado a R$ 7,99, o município lidera o ranking de preços altos, superando vizinhos e pressionando o orçamento dos consumidores locais.

O levantamento realizado pelo site Achei Sudoeste aponta uma disparidade considerável entre as cidades próximas. Enquanto Macaúbas encosta na barreira dos oito reais, Guanambi aparece no extremo oposto da tabela, oferecendo o combustível a R$ 7,29 - uma diferença de R$ 0,70 por litro que tem motivado questionamentos por parte dos condutores sobre a logística e a carga tributária local.

Em outros pontos do sudoeste baiano, os preços também seguem elevados, embora abaixo da marca praticada em Macaúbas. Em Livramento de Nossa Senhora, a gasolina é encontrada por R$ 7,84, enquanto em Brumado o valor médio registrado é de R$ 7,79. A variação entre as cidades reflete não apenas a política de preços das distribuidoras, mas também os custos de frete e a competitividade entre os postos de cada localidade.

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