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Jerônimo Rodrigues lidera apoio de 346 prefeitos baianos, enquanto ACM Neto soma 53

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Jerônimo Rodrigues lidera apoio de 346 prefeitos baianos, enquanto ACM Neto soma 53 Foto: Reprodução/Bahia Notícias

A articulação política no interior do estado promete ser um fator determinante na disputa pelo Palácio de Ondina. Um levantamento do site Bahia Notícias, parceiro do Achei Sudoeste, mapeou as declarações públicas de apoio dos prefeitos baianos aos principais postulantes ao Governo do Estado, revelando um cenário de estratégias contrastantes entre o governador Jerônimo Rodrigues (PT) e o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil).

O atual gestor petista consolida uma ampla vantagem numérica em municípios do interior, somando a adesão de 346 prefeitos. A estratégia repete a fórmula de 2022, quando a forte base municipalista impulsionou sua vitória no segundo turno com 52,79% dos votos válidos. Na ala governista, a base conta com aliados em importantes centros urbanos, como Luiz Caetano (PT), em Camaçari; Augusto Castro (PSD), em Itabuna; e Andrei Gonçalves (MDB), em Juazeiro. A projeção está alinhada com as estimativas da própria equipe de campanha de Jerônimo, que calculava o respaldo de até 360 gestores à sua reeleição.

Por outro lado, ACM Neto reúne o apoio de 53 prefeitos, concentrando esforços em alianças estratégicas nos maiores colégios eleitorais do estado. O candidato do União Brasil assegurou a aliança de sete dos dez municípios mais populosos da Bahia, incluindo o “pódio” eleitoral formado por Bruno Reis (União), em Salvador; Zé Ronaldo (União), em Feira de Santana; e Sheila Lemos (União), em Vitória da Conquista. A coligação se completa com os gestores Débora Régis (União), em Lauro de Freitas; Valderico Júnior (União), em Ilhéus; Jânio Natal (PL), em Porto Seguro; e Otoniel (União), em Barreiras. Somadas, essas sete cidades concentram 4,38 milhões de habitantes — quase um terço de toda a população baiana.

Embora o número de prefeitos aliados não garanta automaticamente a maioria dos votos das urnas, a força dos cabos eleitorais municipais é vista como peça-chave no desenho eleitoral. A articulação nos municípios pode definir os rumos da disputa já no primeiro turno do pleito estadual, agendado para o próximo domingo (4).

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