Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste Em Brumado, representantes da Central das Associações Rurais estiveram na Câmara de Vereadores para cobrar a revisão do projeto que implementou a taxa de iluminação pública no município.
Ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, a presidente da central, Marizete Percora, explicou que as taxas estão sendo consideradas abusivas pelos moradores da zona rural. “Estão bem abusivas. As pessoas que pagavam R$ 6 pela taxa agora estão pagando R$ 30. Pessoas que pagavam R$ 40 foi pra R$ 80”, relatou.
Em alguns casos, segundo Marizete, o valor da taxa está sendo maior que o próprio consumo residencial. Preocupada com a situação, a Central de Associações formalizou dois ofícios, um ao vereador Rubens Araújo, presidente da Câmara Municipal e outro ao prefeito Fabrício Abrantes, na tentativa de solucionar o impasse.
Em plenária com os vereadores, Percora adiantou que será discutida a possibilidade de revogar a referida lei. “Infelizmente, da forma como foi colocado, não tem condições. São aumentos gigantescos. Tá todo mundo reclamando”, completou.
A revolta é tão grande que já se fala na realização de um protesto na cidade. No entanto, Marizete espera que a questão possa ser resolvida, primeiramente, pelos meios legais e através do diálogo.
Representando mais de 40 associações rurais, a central reivindica os direitos do homem do campo. Tesoureiro da entidade, Jorge Armando disse que a taxa pegou a todos de surpresa devido aos valores elevados. “Não há um parâmetro de cobrança. Não tem nenhuma tabela. Queremos explicações”, cobrou.
Armando apontou ainda que, conforme dito por vereadores, a taxa de iluminação pública só seria cobrada dos usuários após a atualização do sistema de iluminação municipal pelo sistema LED, o que não foi cumprido. Além disso, em muitas regiões rurais e na própria sede do município, há muitas lâmpadas queimadas sem que o Poder Público, por meio da empresa responsável, garanta a troca. Em muitos casos, as lâmpadas estão queimadas há meses e a população está pagando uma taxa excessiva sem qualquer retorno. “Queremos a atenção do legislativo e do executivo para debater o assunto de forma mais ampla e organizada sem que seja preciso judicializar o tema”, finalizou Armando.
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