Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste Uma investigação médica conduzida no Hospital Geral de Guanambi (HGG) descartou a ocorrência de violência sexual contra uma recém-nascida de apenas sete dias de vida. A criança, que mora no município vizinho de Carinhanha, havia sido transferida sob suspeita de abuso levantada durante um primeiro atendimento de emergência.
A suspeita inicial surgiu na noite da última quinta-feira (3), quando a bebê deu entrada no Hospital Municipal Maria Pereira Costa, em Carinhanha. Diante do quadro e do alerta da equipe de plantão, o protocolo de proteção foi acionado e a recém-nascida acabou transferida para a unidade de referência em Guanambi, onde passou por exames detalhados no início da madrugada de sexta-feira (4).
O laudo médico emitido no HGG apontou que a menina deu entrada sem qualquer sinal de dor ou irritabilidade. A avaliação clínica detalhada concluiu que a recém-nascida não apresentava lacerações nem qualquer outro trauma físico que pudesse sustentar a tese de violência física ou abuso sexual. Especialistas apontam que marcas e sensibilidades na pele de bebês com poucos dias de vida podem ser decorrentes do próprio processo do parto.
A mãe da criança informou que solicitou o acompanhamento do Departamento de Polícia Técnica (DPT) para a emissão de um laudo pericial definitivo sobre a condição da filha. Além disso, ela fez um apelo público pelo fim dos ataques, ameaças e tentativas de agressão física direcionadas ao seu companheiro, que passou a ser alvo de acusações precipitadas na cidade logo após a divulgação do caso. A família aguarda o encerramento dos trâmites legais para restabelecer a rotina.
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