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Basquete baiano perde atletas por falta de torneios regionais, aponta treinador

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Basquete baiano perde atletas por falta de torneios regionais, aponta treinador Foto: Igor Barreto/Bahia Notícias

O basquete feminino da Bahia enfrenta um obstáculo que vai além das quatro linhas: a falta de competições regionais suficientes para manter as atletas ativas e desenvolver o nível técnico local. Quem faz o alerta é Edu Mariano, técnico e responsável pelo projeto Salvador Basketball, que apontou o esvaziamento do calendário competitivo baiano como um dos fatores centrais para a perda de talentos para outros estados, em entrevista ao podcast BN na Bola.

A comparação com São Paulo ilustra a dimensão do problema. Enquanto o estado paulista concentra torneios ao longo de todo o ano, o que permite às atletas acumular experiência de jogo, visibilidade e, em alguns casos, remuneração pela carreira, a Bahia consegue sustentar apenas alguns meses de competição, com poucas equipes envolvidas. Essa diferença aparece no rendimento quando jogadoras baianas chegam a disputas nacionais: chegam com menos jogos nas pernas e menos acostumadas à pressão das fases decisivas.

O problema se estende à infraestrutura. Treinar em quadras sem cobertura, com material insuficiente e sem acesso regular a ginásios fecha um ciclo que dificulta tanto a formação quanto a manutenção dos times. Sem estrutura para treinar bem e sem jogos para mostrar evolução, fica difícil convencer patrocinadores a investir na modalidade dentro do estado.

O reflexo mais concreto desse cenário é a migração de jogadoras. Atletas baianas com potencial acabam buscando espaço em clubes de São Paulo, Recife e Rio Grande do Norte, regiões com calendários mais densos e maiores chances de crescimento profissional. A Bahia perde, nesse processo, capital humano que poderia fortalecer o próprio ecossistema local da modalidade.

Esse quadro contrasta com o momento pelo qual o basquete atravessa no Brasil fora das quadras. A modalidade também deve ganhar um público de torcedores e apostadores como reflexo direto da popularização da NBA no país. A liberação de aplicativos de apostas esportivas de bets licenciadas no Brasil pode ampliar ainda mais esse alcance, aproximando o torcedor regional da liga norte-americana.

Segundo pesquisa da KTO sobre os esportes mais populares na plataforma, a NBA foi o campeonato mais apostado fora do futebol em 2024, com 34,07% dos usuários ativos, e o basquete registrou um ticket médio de R$ 106,69 por apostador. Para esse público, a KTO disponibiliza mercados variados de aposta na NBA, incluindo resultado de partida, total de pontos, handicap, vencedor de conferência e jogador mais valioso da temporada, com opções ao vivo durante cada jogo.

Para reverter a perda de atletas, Mariano defende a criação de torneios regionais, com destaque para a possibilidade de uma competição no formato nordestino para o basquete feminino. Uma Copa Nordeste da modalidade ampliaria o número de jogos disponíveis, elevaria o nível das atletas que chegam às ligas nacionais e criaria um ambiente mais propício para a entrada de patrocinadores. Sem esse passo, o ciclo de perda de talentos tende a se repetir.

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