Foto: WhatsApp/Achei Sudoeste Em Vitória da Conquista, o Instituto Quilombola Luís Alberto realizou várias atividades em alusão ao Novembro Negro.
Ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, Zezito Ferreira, presidente da entidade, informou que, neste ano, foi trabalhado o tema Mulheres negras, quilombolas e os seus desafios.
Segundo destacou, as atividades tiveram em seu bojo a conjuntura do racismo sofrido pelas mulheres negras e quilombolas no país.
No dia 01/11, foi realizado um encontro entre os estudantes quilombolas do Território do Sudoeste.
Mais de 200 estudantes universitários se reuniram na oportunidade para discutir o preconceito vivido dentro das instituições de ensino superior por serem remanescentes de quilombos.
Foto: WhatsApp/Achei Sudoeste Na programação do Novembro Negro, segundo Ferreira, também ocorreram diversas plenárias nas comunidades quilombolas.
Ao todo, são 69 comunidades, divididas em 15 municípios, identificadas e reconhecidas pela Fundação dos Palmares.
A Feira de Economia Solidária foi um dos pontos altos do evento. Durante os três dias de promoção, foram expostos produtos da agricultura quilombola. A Feira de Saúde, que abrilhantou a campanha, atendeu mais de 2 mil pessoas ao dia com diversos atendimentos para cuidar da saúde do povo preto.
O evento teve a sua culminância com uma marcha, que atraiu cerca de 2.500 pessoas. É uma luta de reivindicação dos nossos direitos. Uma reparação histórica do nosso povo quilombola. Para nós, do instituto, foi um momento importante e histórico, destacou Zezito.
Apesar dessa reparação ter sido iniciada há 22 anos atrás, segundo o presidente, ainda falta muito a ser feito em prol das comunidades quilombolas. Falar em consciência é fácil, mas colocar ela em prática e fazer a sua revisão de dentro pra fora é que é nosso objetivo, asseverou.
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