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Iuiu
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Iuiu: Homem que matou ex-mulher a facadas em praça pública é condenado a 40 anos Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Na última quarta-feira (27), o Tribunal do Júri da comarca de Carinhanha condenou Adão Lima da Silva a 40 anos de prisão pelo feminicídio de Eliete Silva dos Santos. Segundo informou o Ministério Público da Bahia (MP-BA), a acusação foi sustentada pelo promotor de Justiça Ariomar Figueiredo.

O crime ocorreu em 7 abril de 2024, na Praça Matriz do município de Iuiu. No local, Adão esfaqueou fatalmente a vítima. As investigações apontam que Eliete Santos teve envolvimento amoroso com o homem em 2019, ano em que ele tentou matá-la.

A tentativa de feminicídio levou Adão Silva a ser condenado à prisão, onde permaneceu até março de 2024. Em abril, quando estava em liberdade, mas proibido de se aproximar da vítima que tinha medida protetiva, ele cometeu o feminicídio.

Bahia
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Agricultora é morta a facadas em Conceição do Jacuípe Foto: Reprodução/G1

Uma agricultora de 54 anos foi morta com golpes de faca na quarta-feira (25), em Conceição do Jacuípe, no interior da Bahia. As informações são do G1. O caso ocorreu por volta das 15h, no loteamento João Paulo II. O companheiro da vítima foi preso em flagrante suspeito de cometer o crime.

A mulher foi identificada como Sandra Lima Alves. Segundo as investigações iniciais, o homem agiu por ciúmes e desconfianças sobre um suposto envolvimento extraconjugal da vítima. Durante uma discussão, ele atacou Sandra, que ficou gravemente ferida.

Uma das filhas do casal tentou separar a briga, mas também foi atingida pelos golpes. Ela foi encaminhada para uma unidade de saúde e já recebeu alta.

Sandra também chegou a ser socorrida e levada para o Hospital Antônio Carlos Magalhães, em Conceição do Jacuípe, mas não resistiu aos ferimentos.

A Polícia Militar foi acionada por meio do Centro Integrado de Comunicações (Cicom) e, ao chegar ao local, encontrou o suspeito contido por moradores da região.

Conforme apurou a TV Subaé, Sandra tinha duas filhas e morava na cidade. Nas redes sociais, ela costumava publicar registros de viagens.

O homem foi encaminhado para a Delegacia Territorial (DT) de Conceição do Jacuípe, onde foi autuado em flagrante pelo crime de feminicídio. Ele segue à disposição da Justiça. Ainda não há informações sobre velório e sepultamento de Sandra.

Bahia
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Número de tentativas de feminicídio na Bahia cresce 42% no primeiro bimestre do ano Foto: Reprodução/Correio 24h/Shutterstock

A Bahia registrou um aumento no número de casos de tentativa de feminicídio nos dois primeiros meses de 2026 em relação ao ano passado. No total, 57 casos foram registrados em janeiro e fevereiro, representando um acréscimo de 42,5%. Em adição ao número de feminicídios, o primeiro bimestre deste ano conta com o maior número de ocorrências dos últimos 10 anos. Os números foram extraídos do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp).

Considerando os primeiros dois meses, o ano passado registrou 40 casos de tentativa de feminicídio, 17 a menos que em 2026. O número de feminicídios também não fica muito para trás, apesar da queda na comparação entre os anos. Foram 18 casos registrados em 2025, contra 16 em janeiro e fevereiro deste ano.

Apesar do declínio, a professora e coordenadora do Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre a Mulher (Neim-Ufba), Márcia Tavares, entende que o decréscimo não representa mudança real no cenário de feminicídios na Bahia. “Ainda é muito cedo para afirmarmos. O cenário se mostra ameaçador se observarmos a forma como o feminicídio é alvo de espetacularização, ao mesmo tempo que há uma banalização, na medida em que faz parte do noticiário todos os dias”, explica.

Para ela, houve uma evolução na interpretação do que é um feminicídio, o que não exclui a necessidade de abranger novas situações que possam entrar nessa tipificação. “O número ainda é, no meu entendimento, subestimado. A reação exacerbada e a forma violenta com que homens cometem o feminicídio expressa ódio, misoginia, mas também uma relação de poder”, complementa. As informações são do Correio 24h.

Bahia
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ALBA celebra parceria inédita para garantir cidadania a mulheres em situação de vulnerabilidade Foto: Sandra Travassos/ALBA

A Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) protagonizou, nesta quarta-feira (25), um marco histórico na defesa das mulheres baianas. A presidente da Casa, deputada Ivana Bastos, as parlamentares da bancada feminina e a Associação dos Registradores Civis das Pessoas Naturais do Estado da Bahia (Arpen-BA) assinaram um protocolo de intenções que assegura o acesso à cidadania e fortalece a rede de proteção a mulheres em situação de vulnerabilidade. A iniciativa foi apresentada sob o lema “Registro que protege e vida que floresce”.

Durante o ato a presidente Ivana Bastos destacou a alegria de ser embaixadora desta iniciativa pioneira na Bahia, que permitirá à Casa garantir o amparo e o acolhimento por meio do registro e da formalização dos documentos, além de ressaltar a relevância da ação. “Essa parceria estabelece mais um passo da nossa gestão, que tem buscado garantir mais dignidade e cidadania às mulheres que mais precisam”, afirmou.

A partir da parceria, pessoas que deixam relações de violência e, muitas vezes, não possuem documentação básica passarão a contar com a emissão e regularização de registros civis. A ação também contempla o acolhimento de filhos de vítimas de feminicídio, além de garantir suporte documental às mulheres e reforçar a atuação integrada com as Casas de Apoio à Mulher em todo o estado.

O ato, considerado inédito no âmbito do Legislativo baiano, reuniu deputadas, representantes de instituições públicas e da sociedade civil que atuam na defesa dos direitos das mulheres.

Bahia
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Homem é preso por matar ex e esconder corpo debaixo de cama em Salvador Foto: Reprodução/G1

O homem suspeito pelo feminicídio da ex-namorada Camila Sampaio Rodrigues, em Salvador, foi preso na segunda-feira (23) em Salvador. De acordo com o G1, a vítima foi morta a facadas em outubro de 2024 e teve o corpo escondido debaixo de uma cama da própria casa.

Camila tinha 33 anos, trabalhava como recepcionista de uma clínica e era mãe de um menino de 6 anos, fruto de outro relacionamento. O suspeito de cometer o crime foi identificado como Luiz Carlos dos Santos Reis, de 46 anos.

Ela e Luiz Carlos não tinham mais um relacionamento, mas após o homem ficar desempregado, a vítima deixou que ele se hospedasse em sua casa.

Segundo a família, Camila desapareceu em 20 de outubro de 2024, após voltar de uma viagem com as amigas. O grupo passou alguns dias na Ilha de Boipeba, no município de Cairu, que fica no baixo sul da Bahia.

Ao retornar para casa, em Salvador, Camila não deu mais notícias aos familiares. Eles tentaram entrar em contato com ela e, como não conseguiram, foram até a casa onde ela morava. No local, eles sentiram um forte mau cheiro e localizaram o corpo da vítima debaixo de uma cama.

“O erro dela foi ter aceitado ele em casa para ajudar. A gente, como família, jamais esperaria passar por isso. Isso é injusto e a gente quer justiça”, disse Eliete França, mãe de criação de Camila na época.

O corpo da vítima foi enterrado em 23 de outubro de 2024, no Cemitério Baixa de Quintas, em Salvador. No dia do enterro, o filho dela fez uma carta pedindo que a mãe “olhasse por ele”.

Bahia
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Ivana Bastos destaca papel da ALBA em promover ações de combate a violência contra a mulher Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

A presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), Ivana Bastos (PSD), destacou as iniciativas do parlamento baiano voltadas à proteção e valorização das mulheres.

Em entrevista ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, a deputada ressaltou que o mês de março, marcado pelo Dia Internacional da Mulher, tem sido um período de intensificação das ações voltadas à defesa dos direitos femininos dentro da Assembleia Legislativa. “Olha, nós temos na Assembleia a Procuradoria da Mulher, onde a gente tem um atendimento. Esse ano foram mais de dois mil atendimentos, onde a gente tem dado todo o apoio às mulheres em vulnerabilidade que chegam àquela casa pedindo esse socorro”, afirmou.

A parlamentar também destacou que, ao longo do mês dedicado às mulheres, a Assembleia tem priorizado a votação de projetos de lei voltados especificamente à proteção e aos direitos femininos. “Nós, neste mês, estamos votando leis, somente leis direcionadas à mulher. E eu falo muito que a mulher no parlamento é a defesa constante das causas femininas, é a defesa constante da mulher”, disse.

Ivana Bastos ressaltou ainda que a luta contra a violência de gênero precisa ser permanente e envolver toda a sociedade. Para ela, o aumento de denúncias pode indicar que mais mulheres estão buscando ajuda e rompendo o silêncio. “Às vezes me perguntam: está acontecendo mais casos? Eu acho que as pessoas estão denunciando mais. E precisa denunciar. A gente precisa dar as mãos a todos, aos homens, a todos, porque precisamos diminuir, e muito, os casos de feminicídio e de agressão contra a mulher, seja ela política, social ou emocional”, completou.

Aracatu
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Homem é condenado por tentativa de feminicídio na presença das filhas em Aracatu Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Do município de Aracatu, Jorge Nunes de Sousa foi condenado a 15 anos, 10 meses e 12 dias de reclusão por esfaquear a ex-esposa, Fabiana Maria de Jesus Souza, na presença das filhas pequenas. Jorge não aceitava o fim do casamento.

O crime ocorreu em novembro de 2019. O desfecho do caso só não foi fatal devido à rápida intervenção de testemunhas, que socorreram Fabiana e a levaram ao hospital, onde recebeu atendimento médico urgente e sobreviveu.

No julgamento, que aconteceu na última semana, no Fórum Juíza Leonor da Silva Abreu, em Brumado, os jurados reconheceram a autoria e a materialidade do crime e rejeitaram a tese de que o acusado agiu sob forte emoção provocada por ofensas da vítima. O júri determinou que o crime foi motivado por motivo torpe, caracterizando tentativa de homicídio qualificado e feminicídio.

A presença das filhas no momento do ataque aumentou a pena em 2/5, tornando-a definitiva em 15 anos, 10 meses e 12 dias. O regime inicial será fechado. A prisão preventiva do condenado foi mantida. Fugiu para outro estado após o crime e permaneceu foragido por longo período.

A sentença prevê que, após trânsito em julgado, a Justiça Eleitoral será comunicada para suspensão dos direitos políticos de Jorge. O nome será lançado no rol de condenados e os antecedentes criminais atualizados.

Brasil
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Câmara aprova uso obrigatório de tornozeleira por agressores de mulher Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (10), o projeto de lei (PL nº 2942/2024) que permite à Justiça determinar o uso imediato tornozeleira eletrônica pelo agressor de mulheres em situação de violência doméstica e familiar, se for verificado o alto risco à vida delas. O objetivo é ampliar a proteção às vítimas.

De autoria dos deputados Fernanda Melchionna (PSol-RS) e Marcos Tavares (PDT-RJ, o projeto foi aprovado com substitutivo da relatora, deputada Delegada Ione (Avante-MG).

A parlamentar afirma que, atualmente, apenas 6% das medidas protetivas contam com monitoramento eletrônico. Ela frisa que a ferramenta reduz os feminicídios assim como a taxa de reincidência dos agressores em outros crimes relacionados à violência doméstica. “Não dá mais para a gente ver várias mulheres sob medidas protetivas sem medidas protetivas efetivas”, disse Fernanda Melchionna, em sua rede social.

A medida seguirá para apreciação do Senado.

Justiça
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Justiça condena homem a 21 anos de prisão por feminicídio em Itabela Foto: Divulgação/Prefeitura de Itabela

O Tribunal do Júri da Comarca de Itabela, no sul da Bahia, condenou, no último dia 25 de fevereiro, Robson Sales Monfardini a 21 anos de prisão pelo crime de feminicídio de sua ex-companheira. A condenação acatou a acusação sustentada pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), com autoria do promotor de Justiça Igor Saulo Ferreira Rocha Assunção.

De acordo com a denúncia, o crime ocorreu  no dia 1º de dezembro de 2024, no bairro Bandeirante, em Itabela, quando o réu desferiu golpes de facas contra a vítima. Segundo o promotor de Justiça, ela já havia denunciado episódios anteriores de violência doméstica, e testemunhas relataram que o relacionamento era marcado por agressões físicas e ameaças, caracterizando violência de gênero e motivação baseada na condição de sexo feminino.

Durante o julgamento, os jurados reconheceram a materialidade e a autoria do crime praticado pelo réu. Ele cumprirá a pena inicialmente em regime fechado.

Bahia
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Porto Seguro: Jovem é preso suspeito de ajudar a ocultar corpo de mulher em geladeira Foto: Divulgação/Polícia Civil

Um jovem de 23 anos foi preso suspeito de ajudar a ocultar o corpo de uma mulher assassinada, na quinta-feira (26), na cidade de Porto Seguro, no sul da Bahia.

Segundo a Polícia Civil (PC), a vítima, identificada como Rosiana Brito Alves, de 29 anos, teve o corpo carbonizado dentro da carcaça de uma geladeira. O crime aconteceu no dia 14 de fevereiro.

O suspeito preso confessou ter carregado o equipamento com o autor do assassinato até o local onde foi deixado. O outro homem é procurado. Ainda não há detalhes sobre a motivação do crime.

Ainda conforme a polícia, após trabalhos periciais na casa do suspeito, foi encontrada a porta da geladeira, que foi deixada no local após o crime. O material foi apreendido.

O homem segue à disposição do Poder Judiciário. O caso segue sob investigação policial.

Sudoeste Baiano
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Mulher é feita refém e baleada após se recusar a reatar relacionamento em Itapetinga Foto: Andressa Amaral/TV Sudoeste

Um homem de 28 anos foi preso em flagrante na noite da última sexta-feira (27) por tentativa de feminicídio contra uma mulher de 22 anos, em Itapetinga. De acordo com o G1, o suspeito tentava reatar o relacionamento, mas diante da recusa da mulher, acabou a fazendo de refém, informou a Polícia Civil.

A vítima foi atingida por disparos de arma de fogo no braço e sofreu lesões, mas não corre risco de vida.

Com a chegada da polícia, o homem se escondeu na mata e atirou na vítima. Em seguida, ele também atirou no próprio pescoço e foi socorrido e encaminhado ao hospital de Itapetinga, onde segue internado e custodiado.

Com o autor foram apreendidos um revólver calibre .32 e dinheiro em espécie. A 1ª Delegacia Territorial de Itapetinga autuou o homem por tentativa de feminicídio. A polícia continua investigando o caso.

Brasil
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Homem tem beijo rejeitado e mata mulher na frente dos filhos em Minas Gerais Foto: Reprodução/Estado de Minas

Uma mulher de 38 anos foi assassinada na porta de casa, na cidade de Campos Altos, em Minas Gerais, na noite de segunda-feira (23). A vítima, identificada como Priscila Beatriz Assis Teixeira, foi atingida por diversos golpes de canivete e morreu pouco depois de dar entrada no Pronto Atendimento Municipal. A informação é do Estado de Minas.

De acordo com informações divulgadas pela Polícia Militar de Campos Altos, o crime ocorreu diante dos dois filhos da vítima, crianças de 5 e 8 anos. Mesmo socorrida com vida, Priscila não resistiu à gravidade dos ferimentos.

Na terça-feira (24), um jovem de 18 anos foi preso por uma equipe da Polícia Militar. Sem antecedentes criminais, ele confessou o assassinato e foi encaminhado ao presídio de Araxá.

Conforme relato do suspeito aos militares, ele havia combinado a venda de um celular para Priscila e foi até a residência dela para entregar o aparelho. Segundo o próprio jovem, ao chegar ao local, tentou beijá-la à força. Diante da recusa, ele a atacou com golpes de canivete. Ele declarou à PM que está arrependido.

Natural de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, o suspeito morou por mais de dez anos em Medeiros e estava residindo em Campos Altos havia cerca de oito meses.

A faca tipo canivete que teria sido utilizada no crime foi localizada pelos policiais nos fundos da casa da vítima.

Bahia
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Júri dos envolvidos na morte de Mãe Bernadete é adiado para abril Foto: Reprodução/TV Globo

O júri dos dois envolvidos no assassinato da ialorixá e líder quilombola, Mãe Bernadete, foi adiado para o dia 13 de abril, em Salvador. De acordo com o G1, o julgamento estava marcado para acontecer nesta terça-feira (24), no Fórum Ruy Barbosa, quase três anos após o crime.

De acordo com o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), o adiamento do júri foi um pedido da nova defesa constituída dos réus Arielson da Conceição dos Santos e Marílio dos Santos. O advogado da família, Hédio Silva, afirmou que mudança da data não muda o fato de que as provas do crime são irrefutáveis.

A ialorixá foi morta com 25 tiros em 17 de agosto de 2023, na sede do Quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, onde morava. O inquérito policial concluiu que o crime foi cometido a mando de um chefe do tráfico de drogas na região, diante da oposição que Mãe Bernadete fazia às ações criminosas do grupo.

Arielson da Conceição Santos está preso preventivamente e Marílio dos Santos segue foragido. A Justiça determinou que ele também vá a júri popular porque, apesar de ainda não ter sido preso, tem advogado constituído.

Os dois foram denunciados por homicídio qualificado com motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima, além de feminicídio e crimes correlatos.

Um terceiro denunciado, identificado como Sérgio Ferreira de Jesus, também deve passar por júri, mas em Simões Filho, cidade na Região Metropolitana de Salvador (RMS), onde aconteceu o crime. Não há detalhes sobre a data dessa audiência.

Também não há determinação sobre os julgamentos de Ydney Carlos dos Santos de Jesus, Josevan Dionísio dos Santos e Carlos Conceição Santiago, cujas ações judiciais foram desmembradas do processo dos demais suspeitos, pois eles não tinham advogados.

Bahia
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Mulher é morta a pedradas pelo companheiro em Feira de Santana Foto: Reprodução/G1

Uma mulher de 30 anos foi morta a pedradas na manhã desta sexta-feira (20), na Estrada do Calango, no distrito de Maria Quitéria, zona rural de Feira de Santana, segunda maior cidade da Bahia. O principal suspeito é o companheiro da vítima, um jovem de 18 anos, que foi preso e confessou o crime.

A vítima foi identificada como Laiane Nascimento Rodrigues. De acordo com o delegado titular da Delegacia de Homicídios (DH) de Feira de Santana, Gustavo Coutinho, o suspeito e a companheira haviam ingerido bebida alcoólica antes de uma discussão. Após a briga, ele matou a vítima a pedradas.

Ainda conforme as investigações, o casal mantinha um relacionamento há cerca de dois anos e tinha histórico de brigas. O suspeito já havia sido apreendido anteriormente por agressão contra Laiane, em Salvador. Ele também apresenta transtorno mental, informou a polícia.

Após o crime, o jovem foi até a casa da mãe e contou que havia matado a companheira. Em seguida, decidiu se entregar. Os dois estavam em um ônibus a caminho da delegacia quando o suspeito comentou em voz alta sobre o crime. Passageiros acionaram a polícia, e equipes da Polícia Militar da Bahia interceptaram o coletivo em um terminal, conduzindo o jovem à delegacia.

O jovem confessou o crime durante interrogatório e alegou que matou a companheira após descobrir uma suposta traição.

O caso é investigado como feminicídio pela DH de Feira de Santana. O Departamento de Polícia Técnica (DPT) foi acionado para realizar o levantamento cadavérico. O caso segue sob investigação. As informações são do G1.

Justiça
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AGU obriga autor de feminicídio a ressarcir pensão do INSS Foto: José Cruz/Agência Brasil

Ações para responsabilizar financeiramente condenados por feminicídio por despesas com pensões por morte concedidas pelo INSS estão na mira da Advocacia-Geral da União (AGU).

Os processos com essa finalidade ajuizados pelo órgão federal cresceram oito vezes nos últimos três anos: passaram de 12, em 2023, para 54 em 2024 e, no ano passado, chegaram a 100. São as chamadas ações regressivas por feminicídio.

No início deste mês, por exemplo, a 2ª Vara Federal de Marília, em São Paulo, condenou um homem a ressarcir o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) pelos valores pagos com a pensão por morte em favor da dependente da ex-companheira, falecida em decorrência de crime qualificado como feminicídio praticado por ele.

A filha do casal tinha apenas dois anos de idade na época. O homem foi condenado pelo Tribunal do Júri à pena de 26 anos de reclusão.

Em razão do óbito, o INSS concedeu pensão à criança a partir de setembro de 2021, no valor mensal de R$ 1.518, com estimativa de manutenção até março de 2040. Com a ação regressiva, o homem terá de ressarcir a União pelos valores pagos e os futuros, assumindo o ônus financeiro da concessão do benefício, por ter sido o causador real do dano.

Desenvolvida pela AGU, a tese quer alcançar todos os benefícios previdenciários que forem pagos em decorrência de um feminicídio.

Em parceria com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o objetivo é cruzar dados nacionais de condenações com as informações do INSS, como explica Adriana Venturini, procuradora-geral Federal da AGU.

“A ideia é que agora a gente consiga fazer parcerias com todas as 27 unidades da federação através do CNJ. E, com o cruzamento dos dados, a gente possibilite que nenhum pagamento previdenciário decorrente de violência doméstica fique sem uma resposta da AGU no sentido de cobrar do agressor o ressarcimento. Porque não deve ficar a responsabilidade para a sociedade”.

A iniciativa busca ainda evitar que o próprio réu figure como beneficiário da pensão por morte, ressalta a representante da AGU.

“Assim que há condenação por feminicídio, o INSS é comunicado e ele evita que o pagamento seja feito se for em benefício do próprio réu. Se for em benefício do filho menor, o pagamento da pensão acontece automaticamente, porque ele não pode ser revitimizado, mas a gente cobra do causador da morte”.

Atualmente, a experiência está presente em 13 unidades da federação. Somente no ano passado, os processos cobraram 113 pensões por morte, com expectativa de recuperação de R$ 25 milhões aos cofres públicos.

Para Adriana Venturini, essa Política não se restringe ao ressarcimento financeiro aos cofres públicos, mas dialoga com iniciativas consolidadas de combate à violência de gênero.

“A ideia é que tenha um impacto preventivo e pedagógico, pensando na perspectiva da cultura de responsabilização integral”.

A AGU prepara o ajuizamento de dezenas de novas ações regressivas por feminicídio para o próximo mês, quando é celebrado o Dia Internacional da Mulher.

Brasil
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Casos de feminicídio por arma de fogo aumentam em 2025 no país Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Um levantamento do Instituto Fogo Cruzado em 57 municípios indica que pelo menos 29 mulheres foram vítimas de feminicídio ou tentativa de feminicídio praticado com arma de fogo em 2025, até a primeira quinzena de agosto. Na comparação com o mesmo período de 2024, houve crescimento de 45%. Das 29 vítimas, 76% não sobreviveram, ou seja, 22 morreram. Em 2024, das 20 baleadas, 60% não sobreviveram: 12 mulheres morreram e oito ficaram feridas. O maior número de casos ocorreu na região metropolitana do Recife: 31% de todos os casos registrados. Foram 13 vítimas (oito mortas e cinco feridas) em 2025. No ano passado, o número tinha sido de oito vítimas (seis mortas e duas feridas). Na Grande Belém, houve dois registros de mortes em 2025. Em 2024, o número foi de uma ferida. Em Salvador e região metropolitana, o total de vítimas passou de duas mortas e duas feridas, para quatro mortas. Na região metropolitana do Rio de Janeiro, o número de vítimas subiu de sete (quatro mortas e três feridas) em 2024 para 10 (oito mortas e duas feridas) em 2025.

Bahia
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Bahia teve 106 casos de feminicídio em 2024, aponta levantamento Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

A Bahia teve 106 casos de feminicídio registrados entre os meses de janeiro e dezembro de 2024. É o que apontam dados divulgados pela Secretaria da Segurança Pública do estado (SSP-BA). Apesar do número alto, conforme pontuou a pasta, o balanço aponta uma redução de 7,8% quando comparado com 2023, quando foram registrados 115 feminicídios. Em nota, a SSP-BA atribui a queda a ações do Departamento de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis (DPMCV) e do Batalhão Ronda Maria da Penha, que foram intensificadas em todo o estado no último ano. O Batalhão de Policiamento de Proteção à Mulher (BPPM), responsável pela fiscalização de medidas protetivas, promove também trabalho educativo. “O Batalhão conta com três principais projetos de prevenção contra violência doméstica. O 'Fala Sério', ‘Homens em Diálogo’ e o ‘Guardiões de Maria’, com ações periódicas ao longo do ano", destacou a comandante do BPPM, tenente-coronel Roseli de Santana.

Bahia
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Na Bahia, a cada dez feminicídios, nove são cometidos pelo parceiro da vítima Foto: Adriana Pimentel/Tribuna da Bahia

De 2017 a 2023, a Bahia registrou 672 feminicídios. Isso significa dizer que uma mulher foi vítima letal de violência de gênero a cada 3 dias, segundo dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), em parceria com a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA). De acordo com o jornal Tribuna da Bahia, os dados utilizados são derivados dos Boletins de Ocorrência (BO), registrados pela Polícia Civil (PC), entre os anos de 2017 e 2023.  Em média, os feminicídios cresceram 7,6% ao ano. Apenas em 2023, a Bahia registrou 108 feminicídios. Isso representou um aumento de 0,9% em relação ao ano anterior, quando foram registrados 107 casos. Em termos comparativos, em 2023, 1,5 mulheres foram vítimas de feminicídio a cada 100 mil baianas, enquanto que no primeiro ano da análise, 1 mulher foi vítima de feminicídio a cada 100 mil. Quanto à caracterização do crime, a maioria foi por objeto perfurocortante. Ou seja, na Bahia, de 2017 a 2023, quase metade dos casos de feminicídios foram por arma brancas: 46,6%. As armas de fogo (28,5% do total de casos) e os objetos contundentes (8,0%) também são instrumentos em destaque. Outros instrumentos respondiam pela participação restante (16,9%). Sobre o local de ocorrência, 80% dos casos ocorreram dentro do domicílio da vítima. Os dados revelam que 92,6% eram parceiros íntimos da vítima (companheiros ou ex-companheiros e namorados). Referente ao perfil das mulheres, a maioria tinha idade adulta (de 30 a 49 anos), eram negras (pretas e pardas) e não-solteiras. Os dados apontam para um padrão específico de ocorrência para esse tipo criminal, o que pode auxiliar na construção de medidas mais efetivas para a salvaguarda da vida das mulheres vítimas de violência de gênero.

Brasil
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Brasil tem recorde de 1.410 feminicídios em 2022, um a cada 6 horas

O Brasil teve um aumento de 5% nos casos de feminicídio em 2022 em comparação com 2021, aponta levantamento feito pelo g1 com base nos dados oficiais dos 26 estados e do Distrito Federal. São 1,4 mil mulheres mortas apenas pelo fato de serem mulheres - uma a cada 6 horas, em média. Este número é o maior registrado no país desde que a lei de feminicídio entrou em vigor, em 2015. A alta acontece na contramão do número de assassinatos sem o recorte de gênero, que foi o menor da série histórica do Monitor da Violência e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Com 40,8 mil casos, o país teve 1% menos mortes em 2022 que em 2021. Se forem consideradas apenas as mortes de mulheres, o que inclui também os casos que são classificados como feminicídios, o número cresceu 3% de um ano para o outro — para 3.930.

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