Rio de Contas

Investigação aponta violência sexual e uso de drogas antes de morte de jovem em Rio de Contas

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Investigação aponta violência sexual e uso de drogas antes de morte de jovem em Rio de Contas Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

No último dia 3 de julho, uma jovem, identificada como Nelcimar Nunes Santos, 29 anos, foi assassinada na cidade de Rio de Contas, na Chapada Diamantina. O caso causou grande comoção entre a população, que cobra justiça diante da brutalidade do crime.

Em entrevista ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, o delegado Wilson Luís, titular no município, disse que informações preliminares levaram ao principal suspeito do assassinato. Com base em elementos de geolocalização, equipes da Polícia Militar conseguiram encontrar e prender o indivíduo em um posto de combustível na região de Vila Mariana, em Caraíbas. “Ele fugiu do local do crime na motocicleta da própria vítima e, diante de todo esse conjunto de informações, a gente obteve êxito em capturá-lo”, afirmou.

Por questões de logística, o indivíduo foi apresentado na 1ª Delegacia Territorial de Brumado, onde o flagrante foi lavrado. O mesmo encontra-se custodiado no Conjunto Penal de Brumado em cumprimento de medida cautelar preventiva.

Segundo o delegado, o homem já possui extensa ficha criminal, inclusive com envolvimento em um crime similar anterior registrado na Delegacia Territorial de Rio de Contas. Há cerca de 1 mês na cidade, sabe-se até o momento que ele mantinha um relacionamento esporádico e eventual com a irmã da vítima.

Embora a Polícia Civil ainda aguarde a emissão do laudo pericial do corpo da vítima e da cena do crime, o delegado detalhou que houve ingestão de bebida alcoólica e uso de drogas. Também foi identificado no corpo da mulher vestígios de violência sexual. “Ainda aguardamos o laudo pericial para ter uma definição da causa da morte. Não houve uso de arma branca e nem arma de fogo, então presume-se que tenha havido violência corporal ou uso excessivo de alguma substância entorpecente, mas só podemos bater o martelo com a emissão do laudo definitivo”, pontuou.

Questionado se o caso é enquadrado como feminicídio, o delegado explicou que, a princípio, as informações reunidas no bojo do inquérito ainda não são suficientes para tipificar o crime nessa modalidade. “Ainda não temos elementos suficientes para considerar como um tipo de feminicídio. Estamos levantando esses dados. O crime ocorreu de forma bem isolada, num ambiente confinado, na casa da própria vítima, e não havia testemunhas oculares do fato criminoso. Pra gente caracterizar definitivamente como feminicídio, seja ele íntimo ou por misoginia, precisamos de mais elementos e só vamos ter a certeza da existência e da caracterização como crime autônomo de feminicídio no decorrer das investigações”, esclareceu.  

Apesar da repercussão do crime, o delegado tranquilizou a comunidade sobre a segurança de Rio de Contas, visto que se tratou de um crime isolado, ocorrido dentro de casa. “Um caso como esse numa cidade pacata, pequena, chama a atenção e tem um clamor público e uma repercussão social considerável, mas estamos, na medida do possível, alertando a população que esse ciclo de violência, principalmente quando ocorre no ambiente doméstico, ele tem um pontapé inicial. Normalmente, o ápice dessa escalada é progressivo. A morte de uma mulher no ambiente doméstico não é o primeiro ato de violência, ele já é o final do ciclo da violência”, finalizou.

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