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Douglas Ruas é declarado governador eleito no Rio após TRE retotalizar votos Foto: Divulgação

O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Douglas Ruas (PL), foi declarado, neste sábado (10), governador eleito pelo estado no primeiro turno após a Justiça Eleitoral anular os votos de Anthony Garotinho (Republicanos). O Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) refez a totalização da disputa.

Com a nova conta, Ruas ultrapassou os 50% dos votos válidos necessários para vencer e enterrou a possibilidade de um segundo turno contra Eduardo Paes (PSD), que estava marcado para 25 de outubro.

No resultado divulgado logo após a eleição de domingo (4/10), Ruas havia terminado na liderança, com 49,27%, contra 42,76% de Paes. Garotinho ficou em terceiro, com 3,17%, ou 274.411 votos. Agora, Ruas alcançou 50,88% (4.271.199 votos) contra 44,16% (3.706.984 votos) do ex-prefeito do Rio de Janeiro.

A vitória de Ruas confirmou uma virada que surpreendeu nas urnas. Paes apareceu à frente durante boa parte da campanha e entrou na disputa como favorito, enquanto o candidato do PL tentava reduzir a distância nas pesquisas.

Ruas cresceu nas últimas semanas, utilizando a imagem da família Bolsonaro e chegou à reta final mais próximo do ex-prefeito. No domingo, porém, foi além e terminou a votação em primeiro lugar, abrindo vantagem sobre Paes.

A definição da corrida ao Palácio Guanabara estava pendente do caso Garotinho. O ex-governador concorreu no domingo (4), com os votos contabilizados e condicionados a serem validados por decisão final do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Na última quinta-feira (8), os ministros do TSE decidiram por anular a candidatura de Anthony Garotinho, desconsiderar os votos recebidos por ele no domingo e mandaram a Justiça Eleitoral do Rio refazer a apuração.

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) retirou, em cerimônia na tarde deste sábado, os votos de Garotinho da conta e refez o resultado. Ruas alcançou a maioria absoluta e foi proclamado eleito sem a necessidade de segundo turno.

Aos 37 anos, Douglas Ruas será o governador mais jovem do Rio de Janeiro desde a redemocratização. O posto pertencia justamente a Anthony Garotinho, que assumiu o Palácio Guanabara em 1999, aos 38 anos. A vice-governadora eleita é a vereadora de Niterói Fernanda Louback (PL), de 46 anos. Eles serão empossados em 6 de janeiro de 2027.

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Ipespe: Flávio tem 52,7% dos votos válidos no 2º turno; Lula, 47,3% Foto: Reprodução

Em um cenário de segundo turno considerando apenas os votos válidos, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece à frente na corrida eleitoral, marcando 52,7% das intenções de voto. O atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 47,3% da preferência, segundo dados da pesquisa Ipespe divulgada neste sábado (10).

Os candidatos disputam o segundo turno no próximo dia 25 de outubro. Segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), com 100% das urnas apuradas, Flávio recebeu 47,03 (56,1 milhões de votos) no primeiro turno. Lula chegou a 45,16% (53,8 milhões de votos).

A pesquisa Ipespe entrevistou 1.500 eleitores, entre os dias 6 e 8 de outubro, por meio de recrutamento digital aleatório. A margem de erro do levantamento é de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95,45%.

A pesquisa foi realizada com recursos do próprio instituto e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00933/2026.

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Vox Brasil: Lula tem 44,2% e Flávio Bolsonaro registra 42,7% em simulação de 2º turno Foto: Divulgação

Levantamento de intenção de voto realizado pelo instituto Vox Brasil, divulgado nesta sexta-feira (09), indica o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 44,2% e o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 42,7% das intenções de voto em uma simulação de segundo turno das eleições presidenciais. Os resultados configuram um quadro de empate técnico no limite da margem de erro.

De acordo com os dados apresentados, 3,4% dos entrevistados declararam a intenção de votar em branco ou anular o voto, enquanto 9,7% afirmaram estar indecisos ou não souberam responder. As informações são da revista Exame.

A pesquisa ouviu 2.100 eleitores em todas as regiões do país entre os dias 5 e 7 de outubro. A margem de erro do levantamento é de 2,15%, para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. O estudo foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número de protocolo BR-09623/2026.

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Eleições 2026: ACM Neto anuncia apoio a Flávio Bolsonaro no 2º turno Foto: Divulgação

O ex-prefeito de Salvador, vice-presidente do União Brasil e candidato ao Governo da Bahia nas eleições de 2026, ACM Neto, declarou nesta quarta-feira (7), em Brasília, ao lado do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), que o seu partido fechou questão em torno do apoio ao senador na disputa pelo Palácio do Planalto.

“Todos nós do União Brasil fechamos questão em torno do apoio à candidatura de Flávio à Presidência. Falo também aqui em nome do quarto maior colégio eleitoral do Brasil, que é a Bahia”, afirmou Neto.

Segundo o candidato, ele e seu grupo político vão atuar na campanha de Flávio na Bahia. Neto citou prefeitos, deputados federais eleitos e candidatos que disputaram o primeiro turno como parte da mobilização.

“Eu disse a ele que nós faremos todo o empenho na Bahia, eu e todo o meu grupo político, os prefeitos que me acompanharam, os deputados federais eleitos, os candidatos que disputaram o primeiro turno. Todos nós estaremos motivados, mobilizados e trabalhando a partir de hoje pela campanha de Flávio Bolsonaro para presidente”, disse.

Neto também afirmou que o apoio está relacionado à defesa de uma mudança no país e projetou a vitória de Flávio no segundo turno.

“Precisamos mudar o nosso país. Esse compromisso em mudar o Brasil é o que faz com que a gente esteja aqui, empenhado, confiante, e, se Deus quiser, vamos à vitória no dia 25 de outubro”, declarou.

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PL rejeita acordão e mira impeachment de Moraes e Dino pelo Senado em 2027 Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Partido Liberal (PL) descartou a possibilidade de negociar qualquer tipo de acordo para poupar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e confirmou que pretende avançar com um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes em 2027. Integrantes do partido e da campanha do candidato Flávio Bolsonaro tratam a investida como uma pauta inegociável. A legenda calcula contabilizar 49 votos favoráveis à medida no Senado Federal, figurando a apenas cinco votos do quórum mínimo de 54 parlamentares necessário para a aprovação.

A posição irredutível do PL contrasta com interlocuções recentes do entorno de Flávio Bolsonaro, que interpretava movimentos no Judiciário como sinalizações para um entendimento político. Na avaliação desse grupo, um eventual acordo previa a revisão da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e o aval da Corte a uma anistia para os condenados pelos atos de 8 de janeiro, em troca da blindagem dos magistrados. Entre os acenos citados por aliados estavam a decisão do ministro Kassio Nunes Marques de pautar a revisão criminal de Jair Bolsonaro após o segundo turno e o apoio público declarado pelo ex-presidente Michel Temer.

Apesar das articulações de bastidores, a cúpula do PL rejeita qualquer canal de diálogo direto com Moraes. A estratégia preferencial da legenda envolve pressionar o próprio STF para a abertura de uma investigação interna sobre a relação do magistrado com o empresário Daniel Vorcaro, com o consequente afastamento do ministro do cargo durante as apurações. Paralelamente, o partido trabalha com a perspectiva de um cenário de confrontamento contínuo, mantendo a meta de deflagrar o processo de cassação na próxima legislatura do Senado.

A ofensiva da legenda pode ser estendida também ao ministro Flávio Dino. Aliados do candidato à Presidência condicionam a abertura de um processo contra Dino à postura do magistrado diante dos desdobramentos eleitorais. O grupo teme que o ministro avance em apurações sobre interferência estrangeira no pleito para questionar um eventual resultado favorável ao PL, ou que utilize inquéritos sigilosos sobre o uso de emendas parlamentares para pressionar o futuro governo.

Do outro lado da Praça dos Três Poderes, ministros do Supremo ouvidos sobre a movimentação mantêm uma postura de cautela. Integrantes do Tribunal avaliam que qualquer projeção sobre o alcance das bancadas depende do reposicionamento das forças políticas após as eleições, ponderando as pendências judiciais de parlamentares recém-eleitos e a margem de negociação pragmática mantida com partidos do Centrão. As informações são da CNN e G1.

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Kassio Nunes Marques avalia decidir sobre liberdade de Jair Bolsonaro após o 2º turno Foto: Carlos Moura/STF

O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), tem indicado a interlocutores a intenção de emitir uma decisão sobre o pedido de revisão criminal feito pela defesa de Jair Bolsonaro logo após a conclusão do segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro. A medida pode envolver a análise do mérito ou até mesmo a concessão de uma liminar para garantir a libertação do ex-presidente enquanto a questão não é avaliada de forma definitiva pelo plenário da Corte. De acordo com informações reveladas pela Folha de S.Paulo, o magistrado avalia que o julgamento do processo sofreu com “exageros”, independentemente do resultado final das urnas.

No pedido apresentado ao STF, a defesa do ex-presidente busca a anulação da condenação a 27 anos e três meses de prisão relacionada à trama golpista. Os advogados sustentam ter havido cerceamento de defesa, erro no Judiciário, falta de individualização das condutas dos réus e prejuízos ao amplo direito de defesa. Além disso, questionam o fato de a ação ter sido julgada na Primeira Turma do STF, defendendo que o foro adequado para o julgamento deveria ter sido o plenário do Tribunal.

Entre os argumentos técnicos anexados ao processo, a defesa alega inconsistências na coleta e preservação de provas digitais, como mensagens extraídas de telefones celulares, afirmando que a falta de arquivos originais inviabiliza auditorias sobre a integridade do material. Kassio Nunes Marques, que também atua como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), teria confidenciado a auxiliares que o processo já está pronto para ser analisado, mas que optou por segurar a tramitação no momento para evitar interpretações de interferência direta no processo eleitoral em curso.

Ainda segundo os relatos, o ministro considera que houve rigor excessivo na pena imposta a Bolsonaro e falhas no cumprimento de garantias constitucionais durante o processo. Kassio antevê que uma decisão individual ou o seu voto sobre o tema tem potencial para provocar forte impacto e comoção nacional, dado o volume de pontos contundentes apresentados pela defesa contra a condução da ação penal.

Enquanto a anulação ou revisão formal do processo exige o aval do plenário do Supremo Tribunal Federal, uma eventual liminar determinando a soltura imediata do ex-presidente poderia ser aplicada de forma monocrática e ter efeito imediato até o julgamento definitivo. O desfecho acompanha de perto as articulações da campanha do candidato Flávio Bolsonaro (PL), que projeta a participação do pai no cenário político caso saia vitorioso das urnas, antecedendo até mesmo a promessa de concessão de um indulto presidencial.

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Eleições 2026: Abstenção cresce para 21,6% e soma 33 milhões de brasileiros Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

A abstenção no 1º turno das eleições 2026 bateu recorde com 33,4 milhões de pessoas que não compareceram às urnas, representando 21,08% do total de eleitores. Em 2022, a abstenção foi 20,9%, o que representou 32,7 milhões de pessoas. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A abstenção desse domingo (4) foi semelhante à das eleições municipais de 2024, que costumam registrar uma ausência maior que as eleições nacionais. Há dois anos, 33,7 milhões de pessoas não foram votar no 1º turno para prefeito e vereador, chegando a 21,68% do eleitorado total.

O 1º turno da eleição de 2026 contava com 158,7 milhões de eleitores aptos a votar. Desses, 125,2 milhões compareceram aos colégios eleitorais. De cada dez eleitores, dois não foram às urnas.

Considerando o primeiro turno das eleições gerais, a abstenção desse domingo só foi menor que a de 1998, quando 21,49% do eleitorado não compareceu aos colégios eleitorais.

Dos que compareceram às zonas eleitorais, 2,3 milhões votaram em branco para presidente, o que representou 1,84% do eleitorado, e 3,6 milhões anularam o voto presidencial, o que representou 2,93% do total de votos válidos.

Os eleitores que não votaram no 1º turno, ainda podem votar no 2º turno, desde que estejam com o título regularizado.

Brasil
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Com 28 senadores, PL terá maior bancada do Senado em 2027 Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

A eleição deste domingo (4) renovou 54 das 81 cadeiras do Senado Federal. O PL foi o partido que mais elegeu candidatos, com 19 novos senadores, e passará a ter 28 representantes na Casa a partir de 2027.

O MDB elegeu sete novos senadores e chegará a oito parlamentares na composição da próxima legislatura. Já o PT conquistou seis novas cadeiras e terá nove senadores.

Na Bahia, as duas vagas em disputa ficaram com Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT). Rui foi eleito com 30,07% dos votos, enquanto Wagner recebeu 27,65%.

Bahia
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Pastor Sargento Isidório é reeleito deputado federal mais votado da Bahia Foto: Paulo Sérgio/Câmara dos Deputados

O Pastor Sargento Isidório foi reeleito deputado federal neste domingo (4) e encerrou a apuração como o candidato mais votado da Bahia para a Câmara dos Deputados, ao alcançar mais de 245 mil votos. O parlamentar repete o feito registrado nas eleições de 2018, ocasião em que também liderou a corrida para o mesmo cargo no estado.

Antes da atuação no Congresso Nacional, Isidório construiu trajetória na Assembleia Legislativa da Bahia, para a qual foi eleito deputado estadual em 2002. Após um período fora da Casa, retornou ao Legislativo estadual em 2010 e conquistou nova reeleição em 2014, cumprindo mandatos sucessivos antes de chegar à Câmara dos Deputados.

Aposentado como sargento da Polícia Militar da Bahia, ele concilia a vida pública com a atuação pastoral e o trabalho social à frente da Fundação Doutor Jesus.

Guanambi
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Ivana Bastos é reeleita como deputada estadual mais votada da Bahia Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

A presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Ivana Bastos, foi reeleita deputada estadual neste domingo (4) e terminou a apuração como a candidata mais votada do estado, somando mais de 203 mil votos. O município de Guanambi, reconhecido como a principal base eleitoral da parlamentar, voltou a figurar como um dos pilares centrais do seu expressivo resultado nas urnas.

Com o resultado, ela compõe o grupo dos candidatos mais votados para a AL-BA ao lado de Diego Castro, que obteve cerca de 160 mil votos, e Rowenna Brito, que alcançou 137 mil votos. Primeira mulher a presidir a Casa, Ivana Bastos prepara-se para iniciar o quinto mandato consecutivo no Parlamento baiano, cuja trajetória começou em 2010.

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Lula e Flávio Bolsonaro vão ao segundo turno em disputa pelo Planalto

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) são os candidatos que permanecerão na disputa pelo cargo máximo da República no segundo turno das eleições gerais de 2026. O resultado foi confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após a apuração de 99,97% das urnas.

Com 47,04% dos votos válidos, Flávio Bolsonaro liderou o embate pelo cargo, mas não conseguiu superar a marca de 50% dos votos que sacramentaria a vitória no primeiro turno. O adversário do PT não ficou muito atrás, fazendo 45,15% e garantindo seu lugar na segunda rodada de confrontos pela liderança da República.

Na oitava eleição presidencial com segundo turno do Brasil, os presidenciáveis terão mais 20 dias para convencer o polarizado eleitorado brasileiro a 'tomar um lado' que definirá os próximos 4 anos do país. O novo pleito está agendado para ocorrer no dia 25 de outubro, último domingo do mês.

Bahia
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Rui Costa e Jaques Wagner estão matematicamente eleitos senadores pela Bahia Foto: Ulisses Dumas

Os candidatos Rui Costa e Jaques Wagner, ambos do Partido dos Trabalhadores (PT), conquistaram as duas vagas da Bahia no Senado Federal. Com 94,28% das seções eleitorais apuradas no estado, de acordo com o boletim oficial divulgado pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) às 21h02 deste domingo (4), os ex-governadores baianos receberam 4.041.989 votos (29,79% dos válidos) e 3.710.694 votos (27,35% dos válidos), respectivamente.

Ambos assumirão os mandatos em fevereiro de 2027 e permanecerão no Senado até 2035. Em todo o país, 54 das 81 cadeiras da Casa estão sendo renovadas neste pleito. Wagner vai para o segundo mandato na Câmara Alta.

Bahia
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Jerônimo Rodrigues é reeleito governador da Bahia e consolida hegemonia do PT no estado Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) foi reeleito neste domingo (4) para comandar o Estado da Bahia por mais quatro anos. Com 55,19% dos votos válidos, o petista derrotou o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), que alcançou 44,27% no primeiro turno. Até o momento, 94,71% das urnas foram apuradas.

A vitória garante ao Partido dos Trabalhadores a continuidade de um ciclo político que governa o estado ininterruptamente desde 2007, quando Jaques Wagner (PT) venceu Paulo Souto e quebrou o domínio carlista - grupo ligado ao antigo senador Antônio Carlos Magalhães (1927-2007).

A reeleição de Jerônimo referenda a avaliação de seu primeiro mandato (2023-2026) e sua forte vinculação com o governo federal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na reta final da campanha, pesquisas já indicavam um cenário de forte acirramento e crescimento do petista, impulsionado por uma aprovação de governo que orbitava a casa dos 53% às vésperas do pleito.

Brumado
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Eleições 2026: Aos 85 anos, ex-prefeito de Brumado vota e defende soberania nacional Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Aos 85 anos, o ex-prefeito da cidade de Brumado, Agamenon Santana, fez questão de comparecer às urnas logo cedo, neste domingo (04), para exercer o seu direito ao voto.

Em entrevista ao site Achei Sudoeste, Santana falou que o voto é um dever de todo cidadão que pensa no melhor para o Brasil.

Entusiasmado, ele garantiu que vota pensando no futuro do país e em não permitir que o Brasil ceda às pressões dos Estados Unidos. “É o dever de um cidadão que deseja votar em um candidato que trará melhorias para o país. Já estamos vendo o que está fazendo e vai continuar para melhorar ainda mais. Ele não vai deixar nos tornamos quintal de americano”, declarou.

Justiça
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STF condena Eduardo Bolsonaro por difamar deputada Tábata Amaral Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu condenar, por 7 votos a 3, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) a um ano de detenção, mais multa de R$ 80 mil, por ter difamado a deputada Tabata Amaral (PSB-SP). As informações são da Agência Brasil.

O julgamento foi realizado em plenário virtual, prevalecendo ao final o entendimento do relator, ministro Alexandre de Moraes.

O caso está relacionado a publicações nas redes sociais feitas por Eduardo em outubro de 2021, quando ele afirmou que Tábata atendia aos interesses do empresário Jorge Paulo Lehmann, sócio de uma marca de produtos de higiene, ao defender um programa de distribuição de absorventes.

Moraes acatou os argumentos dos advogados da deputada, entendendo que as manifestações de Eduardo, feitas quando ele também era deputado, foram além do simples debate político e não poderiam estar protegidas pela imunidade parlamentar, pois feriram a honra de Tabata.

O relator foi acompanhado por Cármen Lúcia, Flávio Dino, Cristiano Zanin, Edson Fachin, Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Ficaram vencidos os ministros Luiz Fux, Nunes Marques e André Mendonça, que votaram pela absolvição.

Desde fevereiro de 2025, Eduardo Bolsonaro encontra-se nos Estados Unidos, para onde diz ter ido para se proteger do que chama de “perseguição” jurídica no Brasil. O ex-deputado teve concedido um greencard (permissão de residência) pelo governo norte-americano. Ele acabou sendo cassado pela Câmara por excesso de faltas.

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Filho do ministro Alexandre de Moraes se casa em espaço de luxo em São Paulo Foto: Reprodução/Correio 24h

Alexandre Barci de Moraes, filho do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, casou-se na tarde de sábado (26) em um espaço de festas de luxo na região do Cidade Jardim, zona sul de São Paulo. A cerimônia mobilizou um forte esquema de segurança, com restrições à circulação de veículos e pedestres nos arredores. A informação é do Estadão Conteúdo.

Os primeiros convidados começaram a chegar por volta das 15h. A Polícia Judicial coordenou a operação, que também contou com a Polícia Militar de São Paulo e a Guarda Civil Metropolitana. Agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) atuaram para limitar o trânsito nas vias de acesso ao local. Jornalistas e pessoas que não participavam do evento não conseguiram se aproximar a menos de 200 metros do espaço.

As medidas incluíram o bloqueio de uma passarela de pedestres nas proximidades do Shopping Cidade Jardim e o fechamento de ao menos uma das entradas do Parque Linear Bruno Covas. A restrição incomodou ciclistas que tentaram acessar o parque naquele sábado.

Havia receio de que o casamento fosse marcado por protestos, em meio à crise no STF e à divulgação recente de informações sobre diálogos entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Apesar da expectativa, não houve registro de manifestações no local.

Em reportagem publicada em 1º de setembro, o Estadão revelou detalhes de mensagens descritas em um relatório da Polícia Federal. Extraídos do celular de Vorcaro, os diálogos mostram, segundo o jornal, o banqueiro pedindo auxílio e orientações a Alexandre de Moraes a respeito das investigações envolvendo o Master.

Os filhos do ministro também aparecem nas conversas. Conforme as mensagens citadas pelo Estadão, o Banco Master emitiu, em outubro de 2025, cartões de crédito com limite de R$ 300 mil para Alexandre e Giuliana. A emissão teria ocorrido a pedido do escritório Barci de Moraes, onde os dois trabalham.

Ainda segundo o documento divulgado pelo jornal, Moraes editou uma minuta de contrato de R$ 131 milhões entre o Master e o escritório de sua mulher, a advogada Viviane Barci de Moraes. O relatório também registra um segundo contrato entre Vorcaro e o escritório, no valor de R$ 50 milhões. De acordo com os diálogos, o pagamento foi feito por meio da transferência de cotas de duas aeronaves do banqueiro, em um arranjo descrito como uma espécie de sociedade oculta.

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Deputado estadual de Goiás morre em acidente na BR-050 Foto: Hellenn Reis

O deputado estadual Amilton Filho (MDB), de 41 anos, morreu na madrugada deste sábado (26) após o carro em que estava bater em uma carreta estacionada na BR-050, próximo a Cristalina (GO). Segundo a Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), o parlamentar retornava de uma agenda eleitoral. Amilton deixa esposa e dois filhos.

Ele estava no segundo mandato e concorria à reeleição. De acordo com o Corpo de Bombeiros, ele apresentava múltiplas fraturas e não tinha sinais compatíveis com a vida. O óbito foi constatado por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Outras três pessoas estavam no veículo, mas todas elas sobreviveram e foram encaminhadas para atendimento nos hospitais do município. As circunstâncias do acidente serão investigadas pelas autoridades competentes. O velório será em Anápolis, no Ginásio Internacional Newton de Faria, às 15h, e o sepultamento ocorrerá no Cemitério São Miguel, às 18h.

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TSE suspende campanha de Deltan Dallagnol ao Senado pelo Paraná Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concedeu liminar para suspender os atos de campanha de Deltan Dallagnol, candidato ao Senado pelo Paraná nas eleições de 2026. As informações são da colunista Milena Teixeira, do Metrópoles.

A decisão é do ministro Floriano de Azevedo Marques e foi proferida em uma tutela cautelar apresentada contra o registro da candidatura. A coluna havia antecipado que a ação havia chegado ao TSE e estava sob a relatoria do ministro.

O pedido foi apresentado pela Coligação Paraná Para Todos e pela Federação Brasil da Esperança. As entidades questionaram decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), que havia deferido o registro de Dallagnol para a disputa ao Senado.

Na decisão, o ministro apontou a existência de plausibilidade no recurso e considerou presente o risco de dano ao processo eleitoral caso a candidatura permanecesse em campanha enquanto a questão sobre a elegibilidade ainda estivesse em discussão.

A liminar impede, nos termos da decisão, o recebimento e o uso de recursos públicos de campanha, além da realização de propaganda eleitoral no rádio e na televisão e de outros atos de campanha, como a participação em debates.

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A 17 dias do 1º turno, governo Lula anuncia reajuste de 15% no Bolsa Família Foto: Ricardo Stuckert/PR

O governo federal anunciou, nesta quinta-feira (17), um reajuste de 15,04% nos valores pagos pelo programa Bolsa Família. Com a atualização, o valor mínimo recebido pelas famílias passa de R$ 600 para R$ 691, enquanto o benefício médio salta dos atuais R$ 675 para R$ 777.

O anúncio oficial foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante agenda no Palácio do Planalto, acompanhado da ministra da Casa Civil, Miriam Belchior. O momento da medida chama a atenção por ocorrer a menos de três semanas da realização do primeiro turno das eleições presidenciais.

A decisão traz comparações com pleitos anteriores. Segundo informações da Folha de S. Paulo, o patamar mínimo de R$ 600, vigente até então, havia sido estabelecido em 2022 durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, em uma movimentação similar realizada também em período próximo à disputa eleitoral.

À noite, o ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), rejeitou ação do deputado federal Zé Trovão (PL-SC) contra o reajuste do programa.

Relator do caso, Mendonça extinguiu o processo sem resolução do mérito. Ele considerou que Zé Trovão não é parte legítima para fazer o questionamento. “Reconheço a ilegitimidade ativa do representante e extingo o processo sem resolução do mérito“, afirmou.

Como Zé Trovão disputa o cargo de deputado federal pelo estado de Santa Catarina e Lula concorre à Presidência da República — cuja circunscrição abrange todo o território nacional —, o ministro concluiu pela falta de legitimidade do parlamentar para mover a ação. A fundamentação acompanhou a jurisprudência consolidada do TSE, citando precedente de relatoria da ministra Cármen Lúcia.

Além disso, Zé Trovão havia pedido a cassação do registro de candidatura do presidente Lula (PT). Tudo foi extinto.

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STF nega mandado de busca contra ACM Neto em apuração da PF sobre propina em licitações Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

A Polícia Federal pediu uma busca e apreensão sobre o candidato a governador da Bahia ACM Neto (União Brasil) em operação deflagrada hoje, mas a medida foi negada pelo ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF). As informações são da coluna de Natália Portinari, no Uol.

ACM Neto é investigado sob suspeita de ter indicado um secretário para a prefeitura de Belo Horizonte para selecionar empresários em licitações públicas em que, depois, haveria um retorno em forma de propina.

A PF apura a influência do União Brasil sobre indicações em troca de retornos ilícitos em contratações públicas. ACM Neto é vice-presidente nacional do partido.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) havia dado um parecer favorável à busca e apreensão em Neto, mas o ministro Nunes Marques considerou que não havia base legal para a medida.

Em nota enviada à imprensa, ACM Neto classificou o episódio como uma “tentativa de interferir no processo eleitoral com a criação e divulgação de factoides e insinuações mentirosas e falsas, através de vazamentos seletivos, que buscam associar indevidamente meu nome a situações que nunca tive envolvimento”.

O ex-prefeito de Salvador também comentou as informações que circularam sobre o caso durante a manhã desta quinta-feira. Segundo Neto, o episódio seria “uma nova tentativa de influenciar na eleição da Bahia”.

“Na semana passada, convoquei uma coletiva de imprensa para denunciar esse tipo de ataque à nossa candidatura. Agora, faltando apenas duas semanas para a eleição, isso se mostra ainda mais evidente. Trata-se de uma nova tentativa de influenciar na Eleição da Bahia”, diz um trecho do comunicado.

O candidato ainda afirmou que nunca foi investigado na operação e negou ter relação com as irregularidades apuradas.

“A Operação Overclean começou em dezembro de 2024 e, nesses quase dois anos, nunca houve o apontamento de qualquer tipo de conduta que me relacionasse à prática de ato ilícito. E não houve justamente porque não tenho nenhuma relação com qualquer dos fatos que estão sendo investigados. A completa e total inconsistência dessas insinuações foi confirmada pela decisão do STF, que indeferiu o pedido formulado na representação, conforme divulgado pela imprensa”, afirmou.

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Cármen Lúcia diz estar envergonhada com crise no STF e pede desculpas à população brasileira Foto: Rosinei Coutinho/STF

A ministra Cármen Lúcia afirmou, nesta terça-feira (15), estar “envergonhada” com a situação vivida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) durante o julgamento da Petição 16.662. Segundo ela, os recentes episódios envolvendo a Corte provocaram um “mal-estar cívico” entre os brasileiros. A declaração ocorreu durante a sessão que analisa a abertura de uma investigação sobre o ministro Alexandre de Moraes, marcada por discussões entre integrantes do tribunal.

“Eu me sinto um pouco até envergonhada, presidente, de, no momento em que o Brasil está a menos de 20 dias da eleição, estarem todos voltados a questões do Supremo”, declarou.

Cármen Lúcia afirmou que o Judiciário deveria contribuir para tranquilizar a população, mas avaliou que o STF acabou produzindo o efeito contrário nos últimos dias. Ela também pediu desculpas ao presidente da Corte, aos demais ministros e aos brasileiros por considerar que poderia ter adotado uma postura diferente para ajudar a reduzir a tensão.

“Eu peço desculpa ao povo brasileiro por talvez ter esperado de mim uma postura diferente, mas acho que todos nós aqui queríamos a mesma coisa, que era tentar resolver e as questões não foram resolvidas e foram crescendo demais”, disse.

A ministra também mencionou a repercussão dos acontecimentos fora do tribunal. Segundo Cármen, passou a encontrar referências à crise do STF em locais do cotidiano e nos telejornais, enquanto a população deveria estar concentrada nas eleições. Para ela, houve uma “espetacularização” dos casos em análise pelo Supremo. “Faz mal não apenas ao Supremo nem ao Poder Judiciário, faz mal ao país”, afirmou.

Cármen Lúcia também negou ter sofrido pressões para votar em determinado sentido. Ela disse ter conversado com Alexandre de Moraes, André Mendonça e o presidente do STF, mas afirmou que ninguém lhe pediu voto. A ministra votou com o presidente por ser “excessivamente institucional”.

Justiça
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'Inconstitucional e ilegal', diz Alexandre de Moraes sobre investigação de André Mendonça Foto: Gustavo Moreno/STF

Pela primeira vez desde o surgimento das suspeitas relacionadas à Operação Compliance Zero, o ministro Alexandre de Moraes manifestou-se publicamente sobre as acusações que o vinculam ao banqueiro Daniel Bueno Vorcaro. Em documento enviado ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, nesta segunda-feira (14), o magistrado negou qualquer irregularidade, afirmou que jamais favoreceu o Banco Master e classificou a ofensiva como uma tentativa de “vingança” com motivação “político-eleitoral”.

A manifestação ocorre na véspera de uma sessão decisiva do plenário do STF, convocada por Fachin para esta terça-feira (15). Os ministros vão analisar o relatório produzido pela Polícia Federal sobre mensagens atribuídas a Vorcaro e decidir se há elementos para abrir uma investigação formal contra o colega de Corte, em meio a discussões sobre a validade do documento e o alcance da análise.

No documento, Moraes sustentou que a investigação instaurada pelo ministro André Mendonça é inconstitucional e ilegal, argumentando que foi determinada de ofício, sem provocação da Polícia Federal, da Procuradoria-Geral da República (PGR) ou autorização prévia do plenário. Ele destacou que o relatório se baseou em anotações de terceiros encontradas no celular de Vorcaro e reforçou que não existe "nenhuma mensagem" de sua autoria indicando prestação de consultoria, vazamento de operações ou favorecimento ao banco.

Para rebater a tese de vazamento, o ministro relembrou que a prisão de Vorcaro no Aeroporto Internacional de Guarulhos foi totalmente bem-sucedida, ocorrendo quando o empresário portava seu passaporte e celular, o que demonstraria a ausência de conhecimento prévio sobre a ação policial. Moraes também criticou a metodologia da Polícia Federal, alegando que o relatório se fundamentou em recortes e interpretações sem a devida preservação de provas ou realização de perícia técnica.

Justiça
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TSE rejeita por unanimidade o registro de candidatura de Pablo Marçal Foto: Renato Pizzutto/Band

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu por unanimidade, na sexta-feira (11), rejeitar o registro da candidatura de Pablo Marçal à presidência da República. Os sete ministros votaram pelo indeferimento do pedido de Marçal e seu partido, o PRTB.

O voto da relatora, ministra Estela Aranha, foi seguido pelos ministros Ricardo Villas Bôas, Nunes Marques, André Mendonça, Antônio Carlos Ferreira, Floriano Peixoto e Dias Toffoli.

Pablo Marçal está inelegível até 2032 por ter sido condenado pela Justiça Eleitoral de São Paulo por ofertar gravações de vídeos para vereadores e prefeitos em troca de doações em dinheiro. O episódio ocorreu nas eleições municipais de 2024.

Além disso, o Ministério Público Federal, responsável por pedir ao TSE a negativa da candidatura, disse que o Marçal não estava filiado ao PRTB em abril deste ano, quando terminou o prazo da janela partidária para troca de partido. Ele estava filiado ao União Brasil.

Brasil
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PF encontrou lista com nomes de deputados e valores na churrasqueira de Ciro Nogueira Foto: Reprodução

A Polícia Federal (PF) encontrou uma lista com nomes de deputados federais e possíveis valores em documentos resgatados da churrasqueira da residência do senador Ciro Nogueira (PP-PI), localizada no Lago Sul, em Brasília. A descoberta veio à tona com o fim do sigilo de peças do processo ligado ao Caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), decorrente dos desdobramentos da 5ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em maio.

Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão na casa do parlamentar, os agentes federais flagraram o material no local. Uma funcionária do imóvel informou aos policiais que havia sido orientada pelo próprio senador a descartar o material na churrasqueira por se tratar de papeis antigos e sem serventia. O relatório da investigação aponta que as anotações passarão por uma análise contextualizada para apurar o exato teor das menções.

O documento apreendido trazia o cabeçalho "Câmara" e relacionava primeiros nomes a numerais que a corporação suspeita representarem quantias financeiras. No rascunho, constam registros como “Arthur, 40”, “Hugo, 10”, “Elmar, 10”, “Luizinho, 10”, “Adolfo, 10”, “Isnaldo, 10”, “Diego, 5”, “Altineu, 5” e “Netinho, 5”. Os investigadores destacaram que tais nomes indicam uma provável associação a parlamentares como Arthur Lira, Hugo Motta, Elmar Nascimento, Doutor Luizinho, Adolfo Viana e Isnaldo Bulhões, o que ainda carece de esclarecimentos formais no decorrer do inquérito.

Procurada para prestar esclarecimentos, a assessoria do deputado Arthur Lira (PP-AL) declarou que o parlamentar desconhece as anotações e não pode responder pelo registro. A equipe do deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) informou que ele não iria se pronunciar. O deputado Elmar Nascimento (União Brasil-BA) repudiou as ilações e classificou a anotação como apócrifa, afirmando que nunca manteve relação que justificasse a inclusão de seu nome no material. Os parlamentares Ciro Nogueira, Dr. Luizinho e Isnaldo Bulhões não se manifestaram até a publicação do relatório.

Sudoeste Baiano
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Prefeito de Tremedal ameaça cortar cesta básica de quem votar em Lula Foto: WhatsApp/Achei Sudoeste

O prefeito de Tremedal ameaçou moradores que votarem no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição nas eleições deste ano. José Carlos Vieira Bahia, o Zé Bahia, disse que os eleitores do município que apoiarem o petista nas urnas vão deixar de receber cestas básicas distribuídas pela prefeitura.

A declaração foi feita na quinta-feira (10), em uma reunião política com famílias do distrito de Lagoa Preta, e registrada por pessoas que estavam no local. A conduta pode configurar o crime de coação eleitoral, previsto no artigo 301 do Código Eleitoral.

A Prefeitura de Tremedal e a assessoria de comunicação do partido Avante ainda não se manifestaram.

O PT na Bahia afirmou que tomou conhecimento do caso e acionou a Justiça, segundo o secretário nacional de comunicação da legenda, Éden Valadares.

Na gravação, o prefeito diz que a medida seria adotada caso o Partido dos Trabalhadores tivesse uma votação expressiva no município.

Em 2022, Lula foi o candidato mais votado para a Presidência da República em Tremedal. Ele recebeu 78,57% dos votos válidos na cidade, enquanto Jair Bolsonaro (PL) teve 21,43%.

O prefeito também mencionou a esposa, Dagmar Leite, que ocupa o cargo de secretária de Desenvolvimento Social e Cidadania da cidade, e disse que contaria com o apoio dela no corte.

“Essas pessoas que votam em Lula, eu confesso a vocês, já falei. Se a gente ver aquela votação em Tremedal expressiva do PT, quando chegar lá, Dagmar diz o seguinte: 'vai cortar a cesta básica'. Quer votar em Lula? Então, corta, e diz que Lula que cortou”, afirma o prefeito no vídeo.

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