Foto: Reprodução/Agência Brasil O senador Flávio Bolsonaro (PL) divulgou uma carta pública nesta quarta-feira (28), diretamente dos Estados Unidos, na qual contestou o resultado das urnas e chegou a se autoproclamar o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. As informações são do Metrópoles. No texto, o parlamentar alegou ter presenciado uma “fraude eleitoral se concretizar” durante a apuração de domingo (25/10). Minutos após a publicação e diante da forte repercussão negativa, o senador editou o documento e substituiu a expressão por “líder do Brasil”.
O resultado oficial proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 64,2 milhões de votos no segundo turno — uma vantagem de quase 4,5 milhões de sufrágios sobre o senador. O pleito foi chancelado pela Justiça Eleitoral, por missões de observação internacional e por lideranças da própria oposição, incluindo a cúpula do Partido Liberal (PL).
No manifesto, o candidato derrotado atribui o crescimento eleitoral de Lula entre o primeiro e o segundo turno a uma decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a extensão do horário de votação até as 19h. A acusação, contudo, contraria os dados oficiais da Justiça Eleitoral: apenas 34 mil votos foram computados após as 17h em todo o país. Além disso, a própria campanha de Flávio, junto à de Lula, havia formalizado pedidos ao TSE no domingo pleiteando a prorrogação em locais com filas.
O parlamentar também mirou o ministro Alexandre de Moraes, acusando o magistrado de executar uma “perseguição política” por meio de um pedido de retenção de seu passaporte. Em tom inflamado, o senador sustentou que o ministro “provavelmente estaria preso” caso sua posse não tivesse sido barrada pelas instituições brasileiras.
Flávio negou que sua ida ao território norte-americano represente uma fuga. Segundo o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, a saída ocorreu para evitar que ele ficasse “calado, preso e censurado” no país, condição que atribuiu à atual situação jurídica do pai. Ele afirmou que pretende coordenar a oposição brasileira a partir do exterior, enviando recados diretos a governadores, parlamentares eleitos e ao senador Rogério Marinho.
Ao encerrar o comunicado, o senador registrou agradecimentos públicos ao presidente da Argentina, Javier Milei, e ao ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, a quem agradeceu pelo acolhimento em solo americano.
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