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03 Ago 2019 - 07:45h

A escavação para buscar os restos mortais de Luzinete Leal Militão, que foi morta pelo marido há 24 anos, começou a ser feita na sexta-feira (2) em Sinop, a 503 km de Cuiabá. Jairo Narciso da Silva, de 64 anos, procurou a polícia na terça-feira (30), para contar que havia matado a mulher, por ciúmes, em outubro de 1994. A Justiça autorizou que seja realizada a escavação em busca dos restos mortais. A operação é feita por policiais da Delegacia de Homicídios de Sinop, Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e funcionários do cemitério da cidade. Três funcionários do cemitério farão as escavações. De acordo com o G1, os dois filhos da vítima acompanham os policiais. Muito abalados com o caso, eles não quiseram falar com a imprensa. Eles só ficaram sabendo do homicídio essa semana e, até então, acreditavam que a mãe havia abandonado a família, conforme Jairo alegava. Duas irmãs da vítima entraram na casa e acompanham de perto o trabalho da polícia. Além da escavação, os policiais devem fazer a reconstituição do crime.

03 Ago 2019 - 07:35h

Ary Toledo, de 81 anos, está internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, para tratar de problemas pulmonares. Além da infecção pulmonar, o humorista está com um quadro depressivo, informou a assessoria de impressa dele para a Revista Quem. “Ary sempre teve uma boa saúde, uma saúde de touro, mas contraiu uma pneumonia bacteriana em junho que o derrubou. Para complicar, está em um quadro depressivo e fica muito triste, sem se alimentar, porém totalmente lúcido”, afirmou Fátima Freitas, assessora que o acompanha. Ary ficou cerca de um mês internado -- entre os dias 23 junho e 22 de julho--, teve alta, mas apresentou uma recaída no quadro de saúde e voltou ao hospital no domingo (28), quando foi direto para a UTI. Desde quarta-feira (31), ele está na Unidade Semi-Intensiva. De acordo com a representante, além dos médicos, ele tem acompanhamento de fisioterapeutas e psicólogas. “Ele já perdeu 25 quilos e está debilitado, sem se locomover. Sete shows precisaram ser cancelados. O quadro de letargia e depressão é muito complicado”, afirmou Fátima, contando que a visita de amigos melhorou o estado de saúde de Ary.

02 Ago 2019 - 07:30h

Um homem foi preso em flagrante suspeito de agredir a mulher no Bairro Nova Conquista, em Itanhangá, a 447 km de Cuiabá, na quarta-feira (31). Conforme boletim de ocorrência, a vítima, de 21 anos, parte do lábio inferior e do nariz arrancados a mordidas pelo suspeito. O irmão de Leonilton de Sousa Conceição, de 27 anos, chamou a polícia quando percebeu o início das agressões contra a cunhada. De acordo com o G1, no local, os policiais algemaram o suspeito que, ainda assim, se levantava e tentava bater mais na mulher. Uma ambulância foi acionada para levar a mulher até o Hospital Regional de Sorriso, a 428 km de Cuiabá. Leonilton foi levado para a delegacia com várias escoriações devido à resistência que teve ao ser preso.

31 Jul 2019 - 09:00h

Os trabalhadores dos Correios devem decidir nesta quarta-feira, 31, se entram em greve. A reivindicação é contra a proposta de reajuste salarial oferecida pela empresa pública — de 0,8% — e a revogação de alguns termos do acordo coletivo firmado no ano passado. Antes das assembleias, no entanto, sindicatos e representantes dos Correios participam de audiência no TST (Tribunal Superior do Trabalho) para tentar um novo acordo e barrar a paralisação. Segundo Fischer Moreira, secretário de imprensa da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), a categoria protesta contra o baixo “reajuste salarial e contra a retirada de direitos históricos da categoria”. Entre as alterações propostas, está a exclusão de pais como dependentes no plano de saúde dos funcionários e aumento na coparticipação do plano, que hoje é de cerca de 30%. A federação congrega sindicatos de 23 estados.

31 Jul 2019 - 07:30h

Acusado por um crime hediondo que não cometeu e preso por engano durante quase cinco anos, o borracheiro Antônio Cláudio Barbosa de Castro voltou à liberdade na tarde desta terça-feira (30), sob os abraços e lágrimas de alívio dos familiares, que o aguardavam do lado de fora do Centro de Execução Penal e Integração Social Vasco Damasceno Weyne (Cepis), conhecido como CPPL V, em Itaitinga, Região Metropolitana de Fortaleza. “Também tem muitas pessoas maravilhosas, ninguém deve generalizar não. Ninguém deve acreditar em tudo o que as pessoas falam não, porque aqui também tem muita gente de coração bom, muita gente me ajudou, muita gente reconhece o meu caráter”, completou. De acordo com o G1, atualmente com 35 anos, Antônio Cláudio estava preso desde agosto de 2014, ficando quatro anos e 11 meses encarcerado. Antes do erro dos sistemas policial e judiciário cearenses, reparado nesta segunda-feira (29) quando a Justiça inocentou o homem em novo julgamento, ele era dono de uma borracharia no Bairro Mondubim, em Fortaleza, e não tinha passagens pela polícia.

27 Jul 2019 - 06:05h

O consumo abusivo de álcool atinge 17,9% da população adulta no Brasil. Entre as mulheres, o aumento desse índice foi de 42,9% analisando o período de 2006 a 2018. Os dados são da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças crônicas por Inquérito Telefônico de 2018, do Ministério da Saúde. O número entre os homens não teve um aumento tão grande. Em 2006, o percentual era de 24,8%, crescendo para 26% em 2018. Entre as mulheres, a porcentagem subiu de 7,7% para 11%. A pesquisa apontou ainda que o uso abusivo entre os homens é mais frequente na faixa etária de 25 a 34 anos, 34,2% e entre as mulheres nas idades de 18 a 24 anos (18%). Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), não existe volume seguro de álcool a ser consumido, porque ele é tóxico para o organismo humano e pode provocar doenças mentais, diversos cânceres, problemas hepático, como a cirrose, alterações cardiovasculares, com riso de infarto e acidente vascular cerebral e a diminuição de imunidade. Além de ser responsável por episódios de violência física contra si ou contra outras pessoas.

26 Jul 2019 - 11:30h

Internado desde que sofreu um infarto durante um depoimento na Justiça Federal de Curitiba, o herdeiro do grupo OAS César Mata Pires Filho, 41 anos, morreu nesta quinta-feira em São Paulo. De acordo com a coluna Radar da Revista Veja, Filho do dono do grupo OAS, o empresário César Mata Pires, morto em 2017, Mata Pires Filho passou mal no começo do mês na capital paranaense. Levado ao hospital, passou por cirurgia e foi transferido para São Paulo onde acabou não resistindo novamente a complicações no coração.

25 Jul 2019 - 15:30h

A Polícia Federal (PF) informou ao Ministério da Justiça e Segurança Pública que celulares utilizados pelo presidente Jair Bolsonaro também foram alvos de ataques do grupo de hackers preso em operação da PF na última terça-feira (23). A Operação Spoofing, autorizada pelo juiz Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara da Justiça Federal, em Brasília, investiga invasão do celular do ministro Sérgio Moro, de um desembargador, um juiz federal e dois delegados da Polícia Federal. A operação foi deflagrada nas cidades de São Paulo, Araraquara e Ribeirão Preto. Por meio de nota, o Ministério da Justiça e Segurança Pública informou que Bolsonaro foi “devidamente comunicado” sobre o fato por uma “questão de segurança nacional”. A nota não informa se os hackers conseguiram obter alguma informação dos aparelhos usados pelo presidente.

24 Jul 2019 - 15:30h

Um menino de 9 anos morreu na noite de terça-feira (23), em Corumbá, a 415 quilômetros de Campo Grande, após a trave de uma quadra de esportes cair sobre ele. Segundo o Corpo de Bombeiros, a criança havia se pendurado no objeto. Testemunhas contaram ao Corpo de Bombeiros que o menino brincava de se pendurar na trave e o pé dele enganchou na rede do gol, vindo o objeto a cair sobre ele, que bateu a cabeça no chão. Quando os bombeiros chegaram, o menino estava com traumatismo craniano, inconsciente, com exposição de massa encefálica e hemorragia intensa. De acordo com o G1, ele também estava sem sinais vitais e então os bombeiros iniciaram massagem cardíaca para reanimação. O Samu foi chamado, seguiu com o procedimento por mais de 20 minutos, mas o menino não retornou a consciência. A quadra onde aconteceu o acidente fica em uma praça, no bairro Borroswiski. No momento em que a trave caiu havia várias crianças no local.

24 Jul 2019 - 10:30h

A notícia de que o ex-goleiro Bruno Fernandes conseguiu uma progressão na pena para o regime semiaberto se espalhou rapidamente e Sônia de Fátima Moura, mãe de Eliza Samúdio, não conseguiu proteger seu neto, Bruninho, de 9 anos, da informação. Ela conta que estava na cozinha durante a tarde quando o menino descobriu que o pai estava por meio de um telejornal. “Ele estava sozinho na sala", diz ela. "Quando me dei conta, a notícia já estava na metade e meu neto estava com os olhos arregalados, olhando para a televisão com cara de choro. Ele já se sente um rapazinho e não quis chorar. Depois do almoço, eu o abracei e comecei a conversar com ele. É difícil ver meu neto daquele jeito ali, amedrontado [chora]. Perguntei o que ele estava sentindo e ele me respondeu: ‘Estou com medo do meu pai’", descreve Sônia. "Eu tenho vontade de dizer que era para sentir medo mesmo. Só não faço isso porque vão me acusar de alienação parental, mas dá vontade de falar", desabafa. “Respondi: ‘Você não precisa ter medo porque eu e seus tios estamos aqui para te proteger’”. A dona de casa que cria o menino desde a morte de sua filha, Eliza, afirma que o neto não sabe com detalhes o que aconteceu logo que ele nasceu. Sônia conta que Bruninho sabe que a mãe teve um caso com o pai, ficou grávida e que Bruno tentou contra a vida do próprio filho ainda enquanto Eliza esperava o bebê. “Também sabe que o Bruno mandou o Bola e o Macarrão [condenados como cúmplices] atrás dos dois em Santos [litoral de São Paulo]. Ele só não sabe a forma como a mãe dele foi morta. Isso é algo que não tem necessidade de saber agora. A carga que ele carrega é pesada. Não tem necessidade de mais uma informação como essa. A cabecinha dele não dá conta”, acredita. As informações são de Marie Claire.

24 Jul 2019 - 07:30h

A Polícia Federal cumpriu nesta terça-feira (23) quatro mandados de prisão temporária e sete de busca e apreensão cujos alvos são suspeitos de envolvimento na invasão de celulares do ministro Sergio Moro (Justiça). As prisões e buscas são de supostos hackers ou de pessoas que teriam atuado em conjunto com eles. De acordo com a PF, os mandados foram executados nas cidades de São Paulo, Araraquara e Ribeirão Preto. A autorização para as buscas e prisões foi dada pelo juiz Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara da Justiça Federal, em Brasília. Segundo o G1, a operação foi batizada de Spoofing (“falsificação tecnológica que procura enganar uma rede ou uma pessoa fazendo-a acreditar que a fonte de uma informação é confiável quando, na realidade, não é”, segundo a definição da Polícia Federal). O objetivo, informou a PF, é “desarticular organização criminosa que praticava crimes cibernéticos”. A Polícia Federal já instaurou quatro inquéritos para investigar o vazamento de mensagens do celular do ministro da Justiça. A PF também abrirá investigação para apurar suposta invasão do celular de outro ministro – Paulo Guedes (Economia).

22 Jul 2019 - 14:30h

O projeto de lei 3.973/2019, de autoria do senador Mecias de Jesus (PRB-RR), defende que jovens maiores de 16 anos têm direito a uma carteira de motorista provisória. Segundo o parlamentar, adolescentes nessa faixa etária têm maturidade para dirigir, sabem manejar com facilidade equipamentos de avançada tecnologia e possuem um apurado senso de responsabilidade quanto aos seus direitos e deveres. O texto será votado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em caráter terminativo, isto é, sem necessidade de ser avaliado pelo Plenário do Senado.

22 Jul 2019 - 11:30h

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) foi ao Twitter no sábado, 20, para acusar a imprensa de “distorcer” suas palavras e de “morrer de saudades do PT”. “Vou falar do PT sempre. Não adianta chorar”, postou. Bolsonaro tem sido criticado – e ironizado – após uma série de declarações desastradas que deu ao longo da última sexta-feira 19. Durante um café da manhã com correspondentes internacionais, o presidente afirmou que é “uma grande mentira” dizer que há fome no Brasil. Mais tarde, recuou, afirmou que “alguns passam fome” e culpou a imprensa pela repercussão ruim de sua fala. Também na sexta, no mesmo evento, um áudio vazado mostra Bolsonaro dizendo ao ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni: “Daqueles governadores de ‘paraíba’, o pior é o do Maranhão. Não tem que ter nada com esse cara”. O governador em questão, Flávio Dino (PCdoB), e outros políticos nordestinos condenaram a declaração. Neste sábado, o presidente acusou a imprensa de pintá-lo “como inimigo”. “Nenhum presidente recebeu tanto jornalista no Planalto quanto eu, mesmo que só tenham usado dessa boa vontade para distorcer minhas palavras, mudar e agir de má-fé ao invés de reproduzir a realidade dos fatos”. De acordo com a Veja, sobre as críticas aos petistas, Bolsonaro, que completa sete meses no poder no fim de julho, disse que “não é porque perderam a eleição que seus crimes devem ser ignorados”. “Os efeitos devastadores do desgoverno da quadrilha ainda podem ser sentidos e é papel de todo aquele que que ama o Brasil lembrar quem foram os culpados”, escreveu.

20 Jul 2019 - 08:00h

A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre o desaparecimento de um motorista de caminhão de bebidas. A família chegou a registrar o sumiço como um possível sequestro, que, segundo as investigações, foi forjado pela própria suposta vítima. O caso aconteceu em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana, no dia 08 de junho deste ano. Para o delegado Carlos Levergger, o homem identificado como Marinaldo Ribeiro Milhomem, 32 anos, simulou o próprio sequestro para ficar com cerca de R$ 20 mil da empresa para qual trabalhava. “Ele já foi indiciado, teve a prisão preventiva decretada e está foragido”, disse o delegado. Ainda segundo Levergger, nenhum advogado procurou a delegacia para representar o foragido. O G1 não conseguiu saber se o suspeito já possui defesa. “O plano dele não deu certo, resultou na decretação da prisão preventiva da pseuda vítima. Ele simulou e os parentes compareceram na delegacia informando o sequestro, ou infelizmente uma denúncia de roubo com resultado morte”, informou delegado.

19 Jul 2019 - 11:30h

O presidente Jair Bolsonaro sancionou nesta quinta, 18, o projeto de lei que torna obrigatória a inclusão de informações sobre pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no Censo 2020. A pesquisa, produzida pelo IBGE, registra características e condições de vida da população brasileira. A sanção à medida foi comunicada por Bolsonaro em seu perfil no Twitter. A decisão ocorre após o presidente ter se irritado durante a manhã com um grupo de manifestantes que se reuniu em frente ao Palácio do Alvorada, em Brasília, para cobrá-lo sobre a assinatura da lei. Ele vinha sinalizando desde a semana passada que poderia vetar o projeto. Bolsonaro assinou a medida ao lado da primeira-dama, Michelle, e do apresentador Marcos Mion. A mulher do presidente fez pressão ao longo dos últimos dias para convencê-lo da importância do projeto. Já Mion, que é pai de um filho autista, foi até Brasília para se reunir com autoridades e impedir o veto. Mion publicou no Instagram que esteve reunido por mais de quatro horas com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e com a presidente do IBGE, Susana Cordeiro Guerra. Na postagem, ele agradeceu à primeira-dama dizendo que, “sem ela, nada seria possível”. Na última sexta-feira, 12, Bolsonaro havia publicado um vídeo em que a presidente do IBGE dizia que o Censo não possui critérios bem definidos para fazer um levantamento preciso sobre os autistas no Brasil. Na filmagem, ela defendia que os eventuais questionamentos sobre os autistas tinham de ser incluídos na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad).

19 Jul 2019 - 08:00h

Em entrevista ao site Achei Sudoeste, o senador Jaques Wagner (PT) disse que vê com muita preocupação o posicionamento do governo federal diante da reforma da previdência. Para Wagner, o estilo do atual governo é de “criar conflitos” e que, mesmo ganhando as eleições, parece que eles não saíram do palanque. “Não vejo generosidade nesse governo. Ele ganhou com uma parte da população, mas ele tem de ser presidente para todos”, destacou. Segundo o senador, já foram feitos vários ajustes na previdência com o objetivo de não deixar o Estado “apodrecer”. “É melhor tomar o remédio amargo e não deixar o Estado apodrecer do que fingir que nada está acontecendo e, quando você acordar, já não ter o que fazer”, avaliou.

18 Jul 2019 - 11:30h

A mulher que teve as mãos decepadas pelo ex-marido em Campo Novo do Parecis, a 397 km de Cuiabá, em abril de 2017, disse que não concorda com a pena dada ao acusado. Gesiane Buriola da Silva, de 32 anos, mora sozinha e ainda não conseguiu próteses. O ex-marido dela, Jair da Costa foi a júri na sexta-feira (12). Ele foi condenado a 15 anos e seis meses de prisão, em regime fechado, sem direito ao apelo em liberdade. Geisiane, que trabalhava como diarista antes de perder os membros, atualmente, mora sozinha e recebe apenas um salário-mínimo como benefício do governo. A vítima contou que paga R$ 350 no aluguel da casa onde mora, além de despesas com luz, água e alimentos. Ela também ajuda os dois filhos, de 8 e 13 anos que moram com os pais dela. Logo após o crime, Geisiane passou por um longo período de tratamento e permaneceu mais de 20 dias internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).  Quando recebeu alta médica, ela colocou uma prótese provisória, mas o material era muito rígido e o equipamento logo quebrou. De acordo com o G1, a família fez uma campanha para adquirir uma prótese mais adequada à situação dela, no ano passado. No entanto, ela não conseguiu dinheiro o suficiente para o equipamento. Cada prótese, segundo Geisiane, custa cerca de R$ 250 mil.

17 Jul 2019 - 10:30h

O Ministério Público do Trabalho (MPT) e a mineradora Vale assinaram um acordo nesta segunda-feira, 15, que define os termos de indenização para as famílias dos trabalhadores da empresa vítimas do rompimento da barragem em Brumadinho, no dia 25 de janeiro. A decisão veio após audiência na 5ª Vara do Trabalho de Betim. Até o momento, foram identificados 246 mortos em decorrência do rompimento da barragem da Vale. Outras 24 pessoas continuam desaparecidas. De acordo com a Veja, os cônjuges, filhos e pais dos trabalhadores vão receber 700.000 reais, individualmente, por dano moral e seguro adicional por acidente de trabalho. Irmãos de trabalhadores falecidos receberão individualmente 150.000 reais por dano moral. Segundo o MPT, tomando como exemplo a situação de um trabalhador que deixou esposa, dois filhos, pai, mãe e dois irmãos, o grupo familiar vai receber o montante de 3,8 milhões de reais.

16 Jul 2019 - 12:30h

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, negou nesta segunda-feira (15) que o governo de Jair Bolsonaro pretende cobrar mensalidades de estudantes das universidades federais. “O governo do presidente Jair Messias Bolsonaro não vai cobrar, nunca saiu daqui, isso é fake news, não vai cobrar, do estudante de graduação das unidades federais, mensalidade alguma”, afirmou ele durante agenda oficial em Florianópolis (SC). Na noite de domingo (14), Weintraub usou seu perfil em uma rede social para afastar rumores de que pretende privatizar a rede federal de ensino superior. “Não há privatização alguma! Teremos um modelo moderno, que nos aproximará da Europa, Canadá, Israel, Austrália, EUA etc. A adesão das universidades será voluntária, permitindo separar o joio do trigo... as que quiserem ficar no atual modelo, poderão ficar...”, escreveu ele. O ministro atribuiu os rumores a pessoas da “oposição”. “O governo do presidente Jair Bolsonaro não pretende cobrar. O que a gente vai fazer: eficiência”, disse Weintraub, citando o fato de que, mais de dois meses depois do contingenciamento aplicado pelo MEC nas universidades federais, as instituições continuam funcionando. “Passado 70 dias não tem uma universidade federal fechada. Não tem uma universidade sem luz. Não tem um refeitório, estudantes sem alimentação no bandejão. O que foi feito? Foi feito gestão”, disse ele.

15 Jul 2019 - 16:30h

Apesar do discurso crítico ao que chama de “velha política”, o presidente Jair Bolsonaro repetiu uma prática trivial de seus antecessores na relação com o Congresso e liberou um valor recorde em emendas parlamentares às vésperas da votação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, aprovada na quarta-feira passada com 379 votos a favor. Foram 2,7 bilhões de reais empenhados em apenas dez dias, sendo 1,5 bilhão de reais em emendas individuais apresentadas por 550 deputados e ex-deputados federais. De acordo com a Veja, a quantia representa uma média diária de 268 milhões de reais em desembolso em julho, mais do que o dobro da média registrada em maio de 2016 – 123 milhões de reais -, quando foi empenhado o maior volume de recursos em um único mês – 3,8 bilhões de reais- desde que a execução das emendas pelo governo passou a ser obrigatória, em 2015. Naquela ocasião, tanto a ex-presidente Dilma Rousseff, que estava sendo afastada do cargo pelo Senado, quanto o ex-presidente Michel Temer, que assumia o comando do país, usaram as emendas parlamentares impositivas como instrumento de barganha política, em busca de votos contra e a favor do impeachment. As emendas são indicações de gastos no Orçamento da União por deputados e senadores, que costumam privilegiar seus redutos eleitorais nos repasses de dinheiro para obras ou programas. O teto equivale a 1,2% da receita corrente líquida – 13,7 bilhões de reais neste ano -, sendo que metade deve ser destinado à saúde. Embora sejam impositivas, é o governo que controla o fluxo de liberação dos recursos. Até junho, Bolsonaro havia liberado apenas 13% dos recursos previstos. A baixa execução dos repasses era motivo de queixas recorrentes de deputados do Centrão e da própria base governista. Com a liberação recorde no início deste mês, esse porcentual mais do que dobrou, chegando a 32,5%, segundo dados do Siga Brasil, painel de execução de emendas parlamentares controlado pelo Senado.