Foto: Sandra Travassos/ALBA Um convite para que cada um faça a sua parte no dia a dia para o enfrentamento ao racismo, em todas as suas formas. Assim o presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), deputado Adolfo Menezes, definiu o debate Racismo Não é Mimimi, promovido pelo Parlamento estadual, nesta terça-feira (30), no auditório Jornalista Jorge Calmon. Eu fiz questão de promover esse debate, que nos convida a mudar práticas racistas, fora dos meses de maio e novembro quando se celebra a negritude porque considero importante uma discussão continuada sobre essa temática. O racismo é repugnante e uma ignomínia, afirmou Adolfo Menezes (PSD). O debate fez parte do Projeto Roda de Conversa, que, sob a presidência de Adolfo Menezes, tem discutido questões fundamentais na busca de uma sociedade com justiça social e equidade. Em 2023 a ALBA publicou o livro Educação Antirracista, distribuído gratuitamente para universidades e institutos federais de Educação, bibliotecas estaduais da Bahia e para os 417 municípios da Bahia. O link do e-book continua disponível gratuitamente no site da ALBA. Em 2010 o Legislativo aprovou o Estatuto da Igualdade Racial, com o objetivo de garantir a efetivação da igualdade de oportunidades, a defesa dos direitos étnicos individuais, coletivos e difusos e o combate à discriminação e às demais formas de intolerância étnica. Junto com o chefe do Legislativo baiano foram debatedores a secretária estadual de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi), Ângela Guimarães; a pós-doutora em educação Mabel Freitas; e o vereador de Salvador e presidente de honra do Instituto Steve Biko, Sílvio Humberto. O racismo tem que ser discutido todos os dias e não apenas nas datas comemorativas, observou Mabel Freitas. O racismo é crime no Brasil, mas não existe ninguém preso por racismo, falou a secretária Angela Guimarães. Para o vereador Silvio Humberto, a educação é importante: estudar, pra nós, é um ato político; quer ser rebelde, estude!. Também participaram do debate representantes do Ministério Público Estadual, da Polícia Civil e da Universidade Católica do Salvador.
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