Foto: Amanda Ercília/GOVBA O Governo da Bahia reforçou, nesta sexta-feira (27), o arsenal tecnológico das forças de segurança com a entrega de cinco aeronaves não tripuladas de última geração, os chamados “superdrones”. As novas ferramentas, destinadas às Polícias Militar e Civil, foram apresentadas em frente ao Centro de Operações e Inteligência (COI), no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador. Com um investimento aproximado de R$ 700 mil, viabilizado por meio de uma parceria entre a Secretaria da Segurança Pública (SSP) e o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), os equipamentos chegam para elevar o patamar das ações de inteligência e monitoramento tático no estado, com foco prioritário no enfrentamento ao crime organizado e em operações em áreas de difícil acesso.
Os dispositivos contam com especificações técnicas robustas, incluindo câmeras com função termal, capazes de identificar pessoas e alvos através do calor corporal, mesmo em ambientes de mata fechada, edificações ou durante o período noturno. O secretário da SSP, Marcelo Werner, destacou que a tecnologia é fundamental para garantir a segurança dos agentes em campo, fornecendo uma visão antecipada de cenários de risco antes da incursão por terra. De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil, André Viana, a capacidade de sobrevoar alvos a grandes distâncias sem ser detectado permite um planejamento mais preciso e aumenta consideravelmente a taxa de sucesso das investigações e operações de captura.
Foto: Amanda Ercília/GOVBA Em termos de desempenho, os superdrones atingem uma velocidade de até 90 km/h e possuem um sistema de transmissão com alcance de até 40 quilômetros, enviando imagens em tempo real para as bases de comando. Um dos maiores diferenciais é o potente zoom híbrido de 400x, que possibilita a identificação de placas de veículos e indivíduos a uma distância de 5 quilômetros, ou objetos maiores a até 10 quilômetros de distância. Essa precisão cirúrgica é vista como um divisor de águas pela Polícia Militar, que já utiliza ferramentas semelhantes para mediar conflitos agrários no interior do estado e gerenciar o policiamento em grandes eventos.
O comandante-geral da PM, Coronel Magalhães, reiterou que o suporte tecnológico permite identificar o tipo de resistência armada que as equipes podem encontrar em territórios conflagrados, otimizando o emprego de efetivo e reduzindo a letalidade. Além do combate direto às facções criminosas, a autonomia de voo e a capacidade de processamento de dados dos novos equipamentos serão integradas às rotinas de vigilância aérea contínua, consolidando a estratégia de “segurança baseada em dados” adotada pela gestão estadual para frear os índices de criminalidade na Bahia.
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