Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste Após especulações envolvendo supostos deslizamentos de rochas na Gruta do Bom Jesus, em Bom Jesus da Lapa, na região da oeste da Bahia, o Padre Roque Silva, Reitor do Santuário, desmentiu as informações e explicou em detalhes o que, de fato, é verídico.
Ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, ele garantiu que a gruta é um local seguro. O pároco relatou que um estudo geológico na região foi concluído em 2023 e, a partir daí, o Ministério Público da Bahia (MP-BA) entrou em ação solicitando algumas ações preventivas, corretivas e de segurança para o morro e o seu entorno. “Desde 2024, estamos respondendo ao Ministério Público quando começamos a fazer o controle da subida dos visitantes no morro e também o acompanhamento com guias de turismo”, destacou.
Nesse período, o reitor disse que foram feitas algumas adaptações necessárias, as quais foram apontadas também pelos Bombeiros. Entre essas, a instalação de uma escadaria para subir o morro, a instalação de corrimões e guarda-corpo, a colocação de piso antiderrapante e de placas sinalizadoras, etc.
De acordo com estudo geotécnico feito entre os meses de julho e novembro de 2025 pela Universidade Federal de Goiás, o morro tem risco de queda de pedras em pontos críticos, sendo necessária a instalação de telas de contenção para evitar acidentes, a interdição de determinadas áreas, bem como a obrigatoriedade do uso de capacete. “Estamos fazendo todas as correções que competem ao santuário. A informação de que o morro está desmoronando e de que os acessos foram interditados não procede”, apontou.
O padre detalhou que o relatório sugeriu ainda a retirada das casas coladas no morro, na Avenida Monsenhor Tulípio, o que é de responsabilidade do Município.
Feitas todas as adequações solicitadas, o reitor assegurou que não há nenhuma instabilidade nas grutas e que as programações religiosas nos locais continuam normalmente. “As estruturas são estáveis, não há nenhuma instabilidade. Seguimos a recomendação de evitar superlotação nas grutas durante as celebrações. Já estamos fazendo esse controle há dois anos e não houve nenhuma alteração nas práticas religiosas dentro das grutas”, finalizou.
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