Brumado

Cuidadores de creche deflagram greve em Brumado; prefeito garante está aberto ao diálogo

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Cuidadores de creche deflagram greve em Brumado; prefeito garante está aberto ao diálogo Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Os cuidadores de creche do município de Brumado deflagraram uma greve por tempo indeterminado nesta quarta-feira (25). A decisão foi definida em assembleia geral com a categoria.

Ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, Tatiana Pereira Pinto, que atua há 4 anos como cuidadora, explicou que a greve se justifica pelo não enquadramento do salário dos profissionais com o dos professores da rede municipal.

Ela relatou que a categoria vinha dialogando com o Município desde o mês de janeiro, quando o Governo Federal sancionou uma lei aprovando o referido enquadramento. “Não é uma transposição de cargo e sim um enquadramento. É uma lei completamente constitucional voltada para os profissionais que já têm formação na área”, ressaltou.

Tatiana afirmou que vários municípios estão fazendo essa adequação e também estabelecendo um prazo determinado para que os cuidadores obtenham a formação necessária para realização do enquadramento. “Só queremos os nossos direitos. Esperamos que o Município tenha sensibilidade para interpretar a lei da forma que ela é”, completou.

A categoria está alicerçada no movimento “Somos todas professoras”, que defende a ideia de que os cuidadores executam funções docentes e pedagógicas, sendo justa essa equiparação.

Cuidadores de creche deflagram greve em Brumado; prefeito garante está aberto ao diálogo Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Surpreso com a deflagração da greve, o prefeito Fabrício Abrantes destacou que o diálogo segue aberto com os servidores e que a greve deveria ser o último recurso utilizado nesses casos, quando tivessem sido esgotadas todas as etapas de negociações. “Nossa gestão é marcada pelo diálogo”, apontou.

Com relação aos cuidadores de creche, o gestor fez questão de pontuar avanços importantes propostos pela administração em seu primeiro ano de mandato: aumento de 11% no salário (superior ao índice), chamamento do concurso público e concessão do meio turno para descanso. “O diálogo está aberto. Tenho certeza que vamos chegar em um denominador comum para que fique bom para a categoria e para a gestão. Não podemos fazer algo sob pressão para, lá na frente, ter que revogar. É uma lei nova e tudo tem que ser estudado”, justificou.

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