Brumado

Monitores denunciam assédio moral e opressão no Conjunto Penal de Brumado

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Monitores denunciam assédio moral e opressão no Conjunto Penal de Brumado Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Monitores que atuam no Conjunto Penal de Brumado procuraram a redação do Achei Sudoeste e do Programa Achei Sudoeste no Ar para denunciar que estão sendo vítimas de assédio moral na unidade. Temendo represálias, eles preferiram não se identificar. Os monitores relataram que o gerente operacional da unidade, Sávio de Oliveira, está oprimindo os funcionários. “Ele não respeita os funcionários. Tudo que a gente conversa com ele, ele diz que, se não estamos satisfeitos, é só pedir as contas”, afirmou. Um dos monitores chegou a acusar a direção do presídio de omissão de socorro. “Tá tendo muita omissão de socorro lá também. Falam pra tirar o interno de lá só se tiver morrendo, no último caso”, completou. Segundo contaram, recentemente, um interno que tinha problemas psicológicos morreu após o seu caso não ser avaliado com a devida atenção. O mesmo já havia tentado se matar inúmeras vezes dentro da unidade, sem qualquer assistência. Na última tentativa, ele colocou fogo na cela e acabou morrendo asfixiado. “Levaram os detentos para o banho de sol e ele pediu pra ficar na cela. Ele não podia ficar só lá. Deixaram, daí ele colocou fogo no colchão e veio a óbito. Foi uma falha humana e o gerente operacional está ciente do que aconteceu”, assegurou. Os monitores alegam que os detentos estão sendo melhor tratados do que eles próprios. “Tá um caso sério. Nosso psicológico está atordoado. Estamos tomando medicação, fazendo tratamento com psicólogo por causa dessa pressão. Vemos isso como assédio moral”, reforçaram. Além disso, a categoria afirmou que não foram devidamente capacitados para atuar frente a diversas situações no presídio. “Lá que vamos vivendo e aprendendo no dia a dia. O treinamento que tivemos não tem nada a ver com o que vivemos lá dentro”, finalizou. Os monitores querem que o Ministério Público intervenha no caso para apurar a conduta do gerente operacional do Conjunto Penal. Nossa reportagem não conseguiu contato com a direção do Conjunto Penal para comentar sobre o caso. 

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