Foto: Divulgação/PMVC O professor Orlando Caíres, candidato derrotado na disputa pela prefeitura de Dom Basílio nas eleições de 2024, fez duras críticas à política de pessoal adotada pelo atual prefeito, Fernando Santos. Em entrevista ao site Sudoeste Total, o oposicionista demonstrou preocupação com o crescimento no volume de trabalhadores vinculados à administração municipal. Apesar de reconhecer que a decisão do gestor de manter secretários e a estrutura da gestão do ex-prefeito Roberval contribuiu para garantir a continuidade dos serviços públicos sem interrupções operacionais, Caires avaliou que o contingente de pessoal está crescendo além do sustentável.
De acordo com a avaliação do ex-candidato, o número de profissionais sob contratação direta, indireta ou via terceirização ultrapassa a marca de mil pessoas em Dom Basílio. Durante a entrevista, Caires fez um alerta sobre a utilização de um mecanismo conhecido informalmente no município como “folhinha”, que seria voltado para a remuneração por produção ou horas trabalhadas de servidores não submetidos a processo seletivo ou contratação convencional. A alegação foi feita verbalmente pelo entrevistado, sem a apresentação imediata de documentos formais ou dados oficiais durante a declaração.
A preocupação central levantada pelo professor envolve a saúde financeira da prefeitura nos próximos anos. Segundo sua análise, o volume expressivo de despesas com pessoal pode provocar um sufocamento do caixa municipal em curto prazo, eliminando a margem financeira necessária para investimentos em infraestrutura e outras áreas essenciais. Caires ressaltou ainda que, embora o ano de 2026 possa trazer um maior fluxo de repasses em decorrência do cenário eleitoral estadual e federal, o ano de 2027 exigirá rigor fiscal diante de uma provável diminuição na arrecadação das prefeituras brasileiras.
Ao finalizar sua análise sobre o início da gestão, o oposicionista classificou a condução política de Fernando Santos como pautada no assistencialismo e no atendimento individual de demandas. Na visão do professor, o atendimento fracionado de pedidos tende a gerar um ciclo contínuo de novas solicitações por parte da população, tornando a estratégia insustentável ao longo do tempo e abrindo margem para gargalos administrativos e financeiros no município baiano.
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