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#Sustentabilidade

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Sudoeste Baiano
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Jovens cientistas de Itororó produzem sabonete à base de capim-limão Foto: Hellionadia Aguiar/GOVBA

Muito popular no Brasil, o capim-limão (Cymbopogon citratus), também conhecido como capim-santo, chamou atenção das estudantes Thaís Oliveira e Sabrina Lopes, do Centro Territorial de Educação Profissional Médio Sudoeste Eurides Evangelista Pinto, no município de Itororó. Ao pesquisar as propriedades da planta, as jovens tiveram a ideia de desenvolver um sabonete utilizando esta matéria-prima.

A iniciativa deu tão certo que o produto desenvolvido foi destaque no Encontro Estudantil da Secretaria da Educação. A professora orientadora da dupla, Laise Estefanes, conta que o pensamento era criar um sabonete, de forma sustentável, que não prejudicasse tanto o meio ambiente, como acontece com os disponíveis no mercado.

“Nosso produto tem como diferencial o uso de capim-limão cultivado na horta da própria escola, garantindo uma matéria-prima natural e de fácil acesso. Priorizamos a sustentabilidade, com recursos disponíveis no ambiente escolar, incentivando o aproveitamento consciente e a educação ambiental”, afirma.

A professora visualiza a educação científica e empreendedora como oportunidade de futuro para jovens de todas as idades. “Projetos como esse aproximam os alunos da pesquisa científica de forma aplicada, permitindo que eles compreendam na prática conceitos de química, biologia e controle de qualidade”, lista.

Segundo Thaís e Sabrina, as próximas etapas do projeto já estão mapeadas e envolvem aprimorar a formulação do sabonete e ampliar o foco em sustentabilidade. “Pretendemos seguir a pesquisa para encontrar mais matérias-primas sustentáveis, buscando ingredientes que tenham menor impacto ambiental e que possam ser obtidos de forma consciente”, concluem.

Malhada de Pedras
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Arquiteto de Malhada de Pedras vira destaque nacional no evento Prêmio Bicicleta Brasil Foto: WhatsApp/Achei Sudoeste

O arquiteto e urbanista Patrick Pereira, natural de Malhada de Pedras, conquistou reconhecimento nacional ao alcançar o 2º lugar na categoria Planejamento do Setor Privado durante o Prêmio Bicicleta Brasil, promovido pelo Ministério das Cidades, em Brasília, no último dia 24 de março.

A premiação, considerada a principal iniciativa do país voltada à sustentabilidade e ao desenvolvimento urbano, reuniu especialistas, gestores públicos e autoridades nacionais, como o ministro das Cidades, Jader Filho; o secretário Nacional de Mobilidade, Dênis Andia; e a vereadora de São Paulo, Renata Falzoni, referência na defesa da mobilidade urbana sustentável.

O reconhecimento destaca o trabalho do arquiteto na área da mobilidade urbana, com foco em soluções aplicadas a cidades do interior, promovendo melhorias na qualidade de vida, saúde pública e convivência social.

Patrick já vinha se destacando desde a graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Unijorge em 2021, quando apresentou o mesmo projeto na Câmara de Vereadores de Malhada de Pedras, marcando o início de sua atuação voltada ao planejamento urbano.

A conquista projeta o nome do profissional e de sua cidade no cenário nacional, evidenciando o potencial de iniciativas técnicas oriundas do interior do país.

Barra da Estiva
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Estudantes de Barra da Estiva criam bioplásticos à base de abacate, milho e mandioca Foto: Divulgação/Secti

O Brasil é o quarto maior produtor de plásticos do mundo, atrás de Estados Unidos, China e Índia. A posição no ranking, revelada pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF), traz consigo uma série de problemas ambientais, já que o plástico é um dos maiores desafios no tratamento do lixo e coleta de resíduos.

Os bioplásticos, que têm potencial para substituir parcialmente as embalagens plásticas, é uma das soluções para amenizar o problema. Com foco nesse desafio, os estudantes Keyslla Santos e Riquelme Cordeiro, do Colégio Estadual de Tempo Integral Professora Ana Lúcia Aguiar Viana, na cidade de Barra da Estiva, criaram três tipos diferentes de bioplásticos à base de milho (Zea mays), mandioca (Manihot esculenta) e abacate (Persea americana).

A professora Joseane Morais, orientadora da dupla, conta que o projeto buscou valorizar matérias-primas acessíveis no território de identidade da Chapada Diamantina, onde está localizado o município. “Observando que o milho e a mandioca são ricos em amido e que o caroço do abacate, geralmente descartado, também pode fornecer amido, desenvolvemos três bioplásticos distintos para comparar suas propriedades e potencial sustentável”, diz.

Após as fases de pesquisa, extração e produção, os jovens cientistas promoveram uma análise comparativa dos produtos para identificar qual deles oferece melhor potencial. “O bioplástico de amido de milho foi o que apresentou menor resistência e flexibilidade. No caso do bioplástico de abacate, embora tenha gerado resistência e flexibilidade satisfatórias, seu desempenho foi inferior ao bioplástico de mandioca”, afirma Riquelme.

O mais bem avaliado, segundo Keyslla Santos, foi o bioplástico de amido de mandioca. “Ele apresentou maior resistência e flexibilidade quando comparado ao de milho. Demonstrou melhor durabilidade e permitiu variações de espessura, podendo ser produzido tanto em camadas mais finas quanto mais espessas, sem comprometer sua estrutura. Seus resultados foram considerados excelentes, tornando-se a formulação mais viável entre as três analisadas”, garante.

Desenvolvido no âmbito do Clube de Ciências da escola, o projeto foi um dos destaques no Encontro Estudantil da Secretaria da Educação. As próximas etapas envolvem o aprimoramento da resistência do bioplástico, a realização de testes mais aprofundados de degradação e a busca de parcerias para possível aplicação em maior escala.

Barra da Estiva
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Estudantes de Barra da Estiva utilizam mamona para criar inseticida que combate pragas Foto: Divulgação/Secti

Segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), as perdas na produção agrícola por conta de pragas representam um prejuízo de mais de R$ 60 bilhões por ano. Para ajudar agricultores familiares no combate a essas pragas na cultura de alface, os estudantes Caíque Santos, Amanda Santos e Larissa Freitas, do Colégio Estadual de Tempo Integral Professora Ana Lúcia Aguiar Viana, de Barra da Estiva, na Chapada Diamantina, criaram um inseticida à base de mamona.

Os jovens cientistas contam que a ideia nasceu após diálogos com pequenos produtores. A professora orientadora Joseane Morais estimulou os alunos a buscar soluções para problemas enfrentados pela comunidade local. “Foi então que fizemos pesquisas e conversamos com moradores da região, que relataram dificuldades no controle de pragas, como formigas e lagartas, nas plantações de alface”, afirmou Caíque Santos.

Após a pesquisa de campo e a produção do inseticida, os estudantes realizaram testes controlados para verificar a eficácia do produto. Foram plantados pés de alface, dos quais 50% receberam inseticida e 50% não receberam. Ao final da análise, foi identificada uma melhor qualidade dos pés que receberam o inseticida. Eles apresentaram menor incidência de pragas e melhor desenvolvimento.

Destaque no Encontro Estudantil da Secretaria da Educação, o projeto entra em nova fase. O objetivo é trabalhar novas formas de utilização da mamona na agricultura familiar, contribuindo para práticas mais sustentáveis e de baixo custo.

Brumado
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Coleta de latinhas supera 6 toneladas durante o CarnaBrumas 2026 Foto: Divulgação/PMB

O cuidado com o meio ambiente aliado à geração de renda marcou os cinco dias de festa do CarnaBrumas 2026. Uma parceria entre a Prefeitura de Brumado e a Cooperativa dos Catadores de Materiais Recicláveis de Brumado (Catamarb) garantiu a coleta de materiais recicláveis ao longo do circuito do carnaval.

O trabalho foi realizado por 26 catadores ambulantes, que atuaram durante todos os dias do evento. Estima-se que foram arrecadadas mais de 6 toneladas de latinhas de alumínio, resultado que reforça a importância da conscientização ambiental e do engajamento coletivo.

Criada em 2017, a Catamarb desempenha papel importante na coleta e destinação correta dos materiais recicláveis no município, contribuindo tanto para a preservação ambiental quanto para a geração de trabalho e renda para diversas famílias.

A iniciativa demonstra que grandes eventos também podem ser espaços de responsabilidade socioambiental, promovendo sustentabilidade e inclusão produtiva.

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