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29 Set 2016 - 16:30h

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta quinta-feira (29) que não há necessidade de aumento de impostos neste ano, ainda que a arrecadação do governo siga em queda. “Neste ano, não se configura necessidade de aumento de impostos. Todas as projeções que estamos fazendo no relatório bimestral da evolução das contas públicas mostram que não se configura a necessidade de aumento de impostos, e essa queda de arrecadação estava prevista nas nossas projeções”, afirmou o ministro ao G1. Para 2017, Meirelles também apontou que não há previsão de aumento de impostos, acrescentando que há expectativa de alta na arrecadação do governo pela retomada da atividade econômica e por receita vinda de privatizações e concessões. “A princípio, no Orçamento de 2017 não contemplamos neste momento a necessidade de aumento de impostos. Existe sim uma necessidade de aumento da arrecadação total e acreditamos que uma parte dela virá do crescimento do PIB, e também existe receita de privatizações, concessões”.

28 Set 2016 - 15:30h

Os juros médios cobrados pelos bancos nas operações com cheque especial avançaram de 318,4% ao ano em julho para 321,1% ao ano, informou o Banco Central nesta quarta-feira (28). Com isso, a taxa atingiu o maior valor de toda a série histórica, que começa em julho de 1994, ou seja, em 22 anos. Os juros do cheque especial e do cartão de crédito rotativo estão entre os mais altos do mercado. Esses empréstimos só devem ser utilizados em momentos de emergência e por um prazo curto. Segundo o Banco Central, os juros médios cobrados pelos bancos nestas operações ficaram em 475,2% ao ano em agosto, contra 471,7% ao ano em julho. No acumulado dos oito primeiros meses deste ano, houve um aumento de 43,8 pontos percentuais nos juros do cartão de crédito rotativo e, em 12 meses até agosto, uma alta de expressivos 71,7 pontos percentuais.

26 Set 2016 - 15:30h

O Ministério das Cidades desautorizou a Caixa Econômica Federal a utilizar, em contratações do programa “Minha Casa, Minha Vida”, recursos do FGTS, do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) e do Fundo de Desenvolvimento Social (FDS) “enquanto não constar no orçamento fiscal e da seguridade social rubrica específica correspondente à contabilização dos adiantamentos concedidos a partir de disponibilidades dos referidos fundos”. De acordo com o Uol, a decisão consta da Instrução Normativa (IN) 24, de 23 de setembro de 2016, assinada pelo ministro Bruno Araújo e publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (26). Dentre outras considerações, a medida cumpre determinação do Tribunal de Contas da União (TCU) proferida por meio do Acórdão 3.297/2015, de dezembro do ano passado. Segundo a IN, caberá à Secretaria Executiva do Ministério das Cidades avaliar a conveniência e oportunidade de propor a ação orçamentária necessária e seus limites financeiros e orçamentários, “bem como adotar providências visando à contratação de operação de crédito interno que permita quitar passivos da União referentes ao Programa Minha Casa Minha Vida, provenientes de utilização de recursos oriundos do FGTS, do FAR e do FDS”.

26 Set 2016 - 00:00h

Ao invés de reclamar e lamentar a falta de recursos, a dona de casa Andreia Trindade resolveu driblar a crise e pesquisou meios através dos quais poderia colaborar e ajudar o marido a cobrir as despesas do lar. Em entrevista ao site Brumado Notícias, a autônoma atendeu o conselho da irmã e apostou na sua receita caseira de salada de frutas para vender nas ruas da cidade. Com potinhos armazenados em uma caixa de isopor, a vendedora já formou uma boa clientela e é conhecida como a “menina da salada de frutas”. A salada contém sete frutas diferentes e o cliente ainda escolhe incrementar a mesma com leite condensado ou creme de leite. Andreia declarou que tem conseguido ajudar o marido a pagar o aluguel e em outras despesas da casa. Ela disse que vem guardando uma porcentagem para comprar um carrinho personalizado para expor o produto e outra porcentagem para ajudar a custear a faculdade da filha. “Sim, existe uma crise, mas se baixarmos a cabeça essa crise piora ainda mais. Eu andava estressada de preocupação com as despesas de casa, mas depois que resolvi ir pra batalha estou conseguido sair do tédio e do marasmo. Agora, ao invés de ficar queixando, estou muito feliz em poder ajudar meu marido. Não ganho muito dinheiro, mas tenho ganhado bastante em satisfação, pois é bom ver que aquilo que fazemos com amor é apreciado e aprovado por outros. Com  minha salada espero poder ajudar minha filha a ter sua tão desejada formação profissional na faculdade”, destacou.

25 Set 2016 - 08:30h

Pesquisa nacional, divulgada pela Fecomércio-RJ (Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro) e Instituto Ipsos, revela que o Dia da Criança deve movimentar, em todo o país, cerca de R$ 7,3 bilhões, com gasto médio de R$ 118,87 por pessoa. Entre as mulheres, o gasto é menor, atingindo, em média, R$ 113,35, enquanto entre os homens esse valor sobe para R$ 125,37. As informações são da Agência Brasil. Cerca de 40% dos consumidores pretendem presentear no Dia da Criança, considerada a quarta maior data para o comércio, depois do Natal, Dia das Mães e Dia dos Namorados. A pesquisa foi efetuada entre 30 de julho e 9 de agosto, com 1.200 consumidores nas capitais Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Vitória, Florianópolis, Salvador e Recife e em mais 65 municípios brasileiros. Brinquedos constituem a maioria dos presentes apontados por 59% dos consultados, seguidos por roupas (27%), calçados (7%) e bicicletas (3%).

25 Set 2016 - 08:00h

Um levantamento realizado pelo Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE) mostra que há mais de um ano os brasileiros já pagam mais caro do que no exterior pela gasolina. A última vez que o preço foi mais barato no Brasil foi em agosto de 2015, quando o preço foi 3,1% menor do que o combustível importado.  Os dados comparam os preços cobrados pela gasolina nas refinarias da Petrobras com os dos combustíveis comprados no Golfo do México (EUA), incluindo custos de transporte. Em fevereiro, por exemplo, os preços tiveram uma diferença de 49,1% e atualmente, no acumulado de setembro, até o dia 19, o preço praticado no mercado brasileiro está 25,5% mais caro, conforme mostra gráfico elaborado pelo portal G1. Ainda mais caro que a gasolina é o óleo diesel nas refinarias nacionais. De acordo com o levantamento, no momento, o preço do diesel está 41,3% acima do cobrado no exterior. Em janeiro, a diferença foi ainda maior e chegou a 63,6%, e o menor preço praticado nos últimos 22 meses foi com diferença de 28,8% no mês de junho. Segundo os cálculos do CBIE, os preços bem mais caros cobrados nas refinarias nacionais garantiram à Petrobras, somente entre janeiro e julho, um ganho potencial em torno de R$ 15 bilhões, sendo R$ 11,8 bilhões com a gasolina, que é bem mais vendida, e R$ 3,2 com o diesel.

24 Set 2016 - 08:00h

Em agosto, 33.953 vagas formais foram fechadas no país, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta sexta-feira (23) pelo Ministério do Trabalho. De acordo com a Agência Brasil, este é o 17° resultado negativo consecutivo. Ainda assim, a queda no emprego desacelerou na comparação com agosto de 2015, quando foram fechados 86.543 postos formais, 64,5% a mais do que no mês passado. No acumulado do ano, o Caged contabiliza 651.288 vagas fechadas. O resultado é o pior para o período desde o início da série histórica, em 2002. Os setores que tiveram as maiores perdas de vagas formais foram construção civil (-22.113 postos), agricultura (-15.436) e serviços (-3.014 postos).

22 Set 2016 - 13:00h

À zero hora do dia 16 de outubro, tem início o horário de verão 2016/2017 brasileiro. Os relógios deverão ser adiantados em uma hora nas unidades federativas das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país: Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Espírito Santo. Adotado pelo país pela 41ª vez, o horário de verão se estenderá até o dia 19 de fevereiro de 2017, quando os relógios deverão voltar a ser ajustados em uma hora a menos. No ano passado, a economia gerada pelo adiantar dos ponteiros foi de R$ 162 milhões.

22 Set 2016 - 12:30h

De acordo com relatório publicado na quarta-feira (21), pela Conferência da ONU para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad), em 2016, o Brasil terá a maior contração entre as grandes economias do mundo e a queda deve continuar em 2017. O documento aponta que a queda do PIB será de 3,2%. No geral, o PIB mundial deve ter uma expansão de 2,3%, abaixo do desempenho de 2015, revelando a fragilidade das estratégias de retomada do crescimento da economia mundial. Entre os emergentes, a expansão será de apenas 3,8%, a mais baixa desde 2009. Entre as dez maiores economias do mundo, apenas a do Brasil e a da Rússia sofrerão uma contração. Para a economia brasileira, os dados revelam três anos de contração ou praticamente de estagnação. Em 2014, o desempenho do PIB apontou para um aumento de apenas 0,1%. No ano seguinte, a queda foi de 3,8%, o que também colocou o Brasil como tendo o pior desempenho entre as maiores economias do mundo. Agora, mais uma queda deve ser registrada. A situação do Brasil está inclusive afetando as demais economias da região latino-americana.

21 Set 2016 - 09:30h

A Petrobras deve anunciar até o fim do ano uma redução no preço da gasolina. Segundo apurou João Borges, editor de economia da Globo News, a redução do preço está em estudo na companhia. A intenção é anunciar a medida junto com uma nova política de preços para os combustíveis, cujo critério será o alinhamento do preço praticado no Brasil com os do mercado internacional. Atualmente, a gasolina comercializada no Brasil está até 30% mais cara que na média dos preços no exterior, de acordo com cálculos de economistas que acompanham esse mercado. O último aumento nos preços dos combustíveis nas refinarias foi anunciado em setembro do ano passado: 6% para a gasolina e 4% para o diesel. Desde então, a Petrobras vem obtendo elevada margem de lucro com a venda de combustíveis, permitindo à empresa recuperar parte das perdas que teve no período em que o governo a obrigou a manter os preços artificialmente represados.

20 Set 2016 - 12:30h

O setor de venda de flores movimenta R$ 216 milhões por ano na Bahia, de acordo com o Instituto Brasileiro de Flores (Ibraflor). Os produtores baianos ocupam a oitava posição no ranking nacional de cultivo de flores e plantas ornamentais. A produção é considerada pequena, mas se destaca pela beleza e pela diversidade. De acordo com o G1, na estação da primavera, que começa na quinta-feira (22), a produção e o trabalho aumentam. No maior orquidário da Bahia, em Camaçari, são oitenta mil orquídeas produzidas, em vários tons e formas. Segundo o Ibraflor, cada baiano gasta por ano com flores em média R$ 15. O valor está abaixo da média nacional, de R$ 26,68, e de estados como São Paulo (R$ 44,86) e Ceará (R$ 18). Em todo o estado, cerca de 10 mil pessoas, entre produtores, floristas e comerciantes fazem das flores, além de um bom negócio, um trabalho prazeroso.

19 Set 2016 - 15:30h

A crise financeira mostra sinais de arrefecimento. O número de cheques devolvidos caiu em agosto, como mostram dados divulgados pelo Boa Vista SCPC nesta segunda (19). Segundo a empresa, 2,13% dos cheques emitidos no mês foram devolvidos, número menor que os 2,21% registrados em julho. De acordo com a coluna Radar da Veja, no entanto, o quadro ainda é recessivo. Em 2016, no entanto, o percentual de devoluções chegou a 2,31%, superior aos 2,15% registrados no mesmo período de 2015. Na comparação com anos anteriores, o percentual deste mês é o maior da série histórica.

18 Set 2016 - 08:00h

Um levantamento aponta indícios de irregularidades em mais de 80% dos benefícios de auxílio-doença previdenciário e auxílio-doença acidentário concedidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em maio de 2015. As irregularidades ocorrem nas áreas rural e urbana do país. A pesquisa foi feita pelo Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU). Conforme os dados, de 1,6 milhão de beneficiados, 721 mil tinham o benefício mantido por mais de dois anos; 2,6 mil foram diagnosticados com doenças que não geram incapacidade; e que a situação de 77 mil segurados, por lei, previa o retorno ao serviço em menos de 15 dias. De acordo com a Agência Brasil, além disso, cerca de 500 mil benefícios não passaram por revisão há mais de dois anos ou foram concedidos sem perícia. Os últimos casos, segundo a CGU, podem ser explicados pela demora no serviço de perícia. Em média, o segurado espera 24 dias para o atendimento médico pericial, enquanto o ideal seriam cinco dias. Ainda segundo o estudo, o valor total pago em auxílios-doença em maio de 2015 foi de R$ 1,8 bilhão. Segundo a CGU, se o cenário fosse mantido sem o diagnóstico e correção destas falhas, o prejuízo do INSS poderia chegar a R$ 6,9 bilhões em um ano.

17 Set 2016 - 09:30h

O Brasil perdeu 1,51 milhão de vagas formais de emprego em 2015, segundo os dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) divulgados nesta sexta-feira (16) pelo Ministério do Trabalho. Esse é o pior resultado desde 1985, quando começou a série histórica do indicador. O recuo em relação a 2014 foi de 3,05%. Com isso, o número de trabalhadores com emprego com carteira assinada passou de 49,6 milhões para 48,1 milhões de um ano a outro. De acordo com a Veja, ao todo, 8,3 milhões de estabelecimentos declaram a Rais no país. Segundo o Ministério do Trabalho, esse universo de declarantes é mais abrangente que o do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), já que, além do contingente de empregos formais do setor privado, abrange o de estatutários do setor público. Os salários também caíram. Em dezembro do ano passado, o rendimento médio foi de 2.655,60 reais, montante 2,56% menor que os 2.725,28 reais do mesmo mês do ano anterior. 

14 Set 2016 - 17:30h

O governador Rui Costa (PT) descartou até dezembro deste ano a possibilidade de parcelamento dos salários dos servidores públicos do Estado. “A Bahia, por enquanto, não tem no horizonte o parcelamento de salários, mas não tenho como controlar a arrecadação futura, só a curto prazo. Não há previsão de parcelamento de salários até dezembro, isso se a economia não deteriorar”, reiterou o chefe do executivo estadual. Costa engrossou o coro dos governadores que ameaçam decretar estado de calamidade pública. Governadores do Norte e Nordeste pediram um socorro de R$ 7 bilhões ao ministro da Fazenda, Henrique Meireles. Rui Costa esteve reunido com Meireles e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), juntamente com governadores de outros 25 estados. Um novo encontro será feito na próxima semana e a partir de então será definido um calendário.  

14 Set 2016 - 16:30h

Em 2014, o Brasil mais fechou empresas do que abriu, segundo os dados do Cadastro Central de Empresas (Cempre) divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Houve 944.000 fechamentos e 726.300 aberturas, o equivalente a um decréscimo de 4,6% em relação a 2013, ou 217.700 empresas a menos. De acordo com a Veja, o país tinha 4,6 milhões de empresas ativas em 2014, que ocupavam 41,8 milhões de pessoas. Houve queda também no pessoal ocupado total, de 0,2%, ou 71.100 pessoas a menos. O pessoal ocupado assalariado cresceu 0,5%, ou 170.400 empregados. Entre os trabalhadores ocupados, 35,2 milhões eram assalariados em 2014, o equivalente a 84,2%, enquanto 6,6 milhões (15,8%) estavam na condição de sócio ou proprietário. Os salários e outras remunerações pagos pelas entidades empresariais totalizaram 939,8 bilhões de reais no ano, com um salário médio mensal de 2.030,70 reais, ou 2,8 salários mínimos mensais médios. A idade média das empresas ativas em 2014 era de 10,6 anos. A taxa de saída das empresas cresceu 6,1 pontos porcentuais, passando de 14,6% em 2013 para 20,7% em 2014, a maior taxa da série histórica, iniciada em 2008.

13 Set 2016 - 09:30h

A produção de motocicletas no Brasil recuou 18,6% em agosto, na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo a associação de fabricantes (Abraciclo). Foram montadas 92.791 unidades, ante 113.982 em agosto de 2015. Com relação a julho, houve aumento de 23,3%. No entanto, a Abraciclo ressalta que o avanço ocorreu por causa de férias coletivas de meio de ano, dadas em julho a trabalhadores do Polo Industrial de Manaus, onde se concentra a indústria brasileira de duas rodas. De acordo com o G1, no acumulado dos 8 primeiros meses de 2016, a produção encolheu 30,8%, com 632 mil unidades. No ano passado, o volume chegava perto de 1 milhão no mesmo período, com 913 mil unidades. As vendas também recuaram na mesma proporção, de acordo com os dados da Abraciclo. Entre janeiro e agosto de 2015 foram emplacadas 854 mil unidades novas. Já no mesmo período de 2016, foram apenas 607 mil, o que representa queda de 29%. Para as fabricantes, o único número positivo no ano é o avanço de 9% nas exportações, mas que ainda possuem pequeno volume de 39,4 mil unidades, no acumulado do ano. 

09 Set 2016 - 16:30h

O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, negou na manhã desta sexta-feira que a proposta do governo para a reforma trabalhista pretenda elevar o limite da jornada diária de 8 para 12 horas. Segundo ele, o objetivo da reforma trabalhista, que deverá ser encaminhada ao Congresso Nacional no início de dezembro, é reduzir a insegurança jurídica para combater o desemprego e a informalidade. “Venho do meio sindical. Imagina se apresentaria proposta de aumento de jornada. Serão mantidas as 44h de trabalho por semana”, afirmou o ministro em entrevista à Rádio Estadão. “Não se falou em aumentar a jornada para 48 horas semanais. Citei apenas um exemplo hipotético”, justificou. A referência foi ao debate que o ministro teve nesta quinta-feira com representantes sindicais de dezenove Estados. “Doze horas é voltar ao tempo da escravidão. Direito você mantém, não retira”, disse. Nogueira enfatizou que a legislação trabalhista abre muitas margens para interpretações subjetivas. Ele argumentou que há cerca de 1.700 regras, entre normas, regulamentações e leis além da CLT. “A lei é esparsa e confusa e abre margem para interpretações”, afirmou. O ministro garantiu que não há nenhuma discussão que coloque em risco os direitos do trabalhador. “Jornada de trabalho, 13º salário, férias e fundo de garantia (FGTS) são direitos consolidados”, disse.

09 Set 2016 - 15:30h

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, atingiu 0,44% em agosto. No mês anterior, o indicador havia chegado a 0,52%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ainda assim, considerando apenas os meses de agosto da série histórica, a taxa é maior desde 2007. Apesar de ter desacelerado de um mês para o outro, no ano, o índice acumulado subiu de 4,96% para 5,42% e, em 12 meses, de 8,74% para 8,97%, ainda acima do teto da meta de inflação do Banco Central, de 6,5%.

09 Set 2016 - 12:30h

Ainda faltam pouco menos de dois meses para as provas, mas o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2016 já acumula dois recordes. A atual edição é a campeã no valor arrecadado com inscrições e, ao mesmo tempo, tem a maior previsão de custo para os cofres do governo federal desde 2009, ano em que a prova assumiu o atual formato. De acordo com dados do Ministério da Educação (MEC), a previsão orçamentária para o Enem 2016 é de R$ 788.345.024, o maior valor absoluto autorizado a ser empregado na realização do exame. Com as 8,732 milhões de inscrições, o MEC arrecadou R$ 136,2 milhões, o que também representa o maior valor da série. Segundo o G1, em média, se descontado dos gastos o a arrecadação com inscrições, o custo médio por aluno será de R$ 74,67 neste ano. Nas gestões anteriores, a estimativa média de gastos era de aproximadamente R$ 500 milhões. Em 2015, o então ministro Renato Janine Ribeiro afirmou que o custo médio da aplicação da prova por aluno era de R$ 52. No histórico da série, o valor de R$ 52 foi verificado em 2012, já considerando o abatimento das inscrições no custo.