Foto: WhatsApp/Achei Sudoeste Um início de manhã que deveria ser de rotina se transformou em um verdadeiro cenário de horror para a dona de casa Marta Giovana, moradora do bairro Rodoviário, em Brumado. Na última quarta-feira (01), por volta das 7h25, ao sair para trabalhar na companhia de seu cão da raça shih tzu, de apenas 11 meses e 4,5 kg, ela foi surpreendida pelo ataque violento de um pitbull que circulava solto pelas ruas da localidade. O animal avançou diretamente contra o pequeno filhote, iniciando uma luta desesperada pela sobrevivência do animal de estimação.
Diante do ataque iminente, Marta agiu por puro instinto para proteger o companheiro, que já havia sido abocanhado pelo cão maior. “Eu soltei tudo que eu estava na hora, soltei a chave, soltei celular, bolsa, sandália, e corri para poder tentar tirar o cachorro de cima do meu”, relatou a dona de casa em entrevista ao site Achei Sudoeste. Sem hesitar, ela se jogou sobre o agressor. “Eu fui, me joguei para cima do cachorro, coloquei a minha integridade física em risco”. Ela detalhou que precisou abraçar o pitbull por trás e colocar a mão perto do queixo para forçar a mandíbula do animal a soltar a pata do shih tzu, que teve duas unhas arrancadas e começou a sangrar intensamente.
A dona do pitbull, que passava de moto pelo local procurando pelo cão, parou o veículo para ajudar a puxar o cão menor. No entanto, Marta destaca que a reação principal partiu de suas próprias forças, movida pelo desespero absoluto. “Foi mais no impulso, porque não tinha muita solução, e na hora não tinha ninguém. Se eu fosse esperar dela, não ia tempo”, desabafou. Diante do perigo de ser atacada, ela conta o que pensou no momento. “Eu falei, seja o que Deus quiser, se for de acontecer alguma coisa, ia acontecer do mesmo jeito. Aí fui, uni as minhas forças que eu tinha”.
Foto: WhatsApp/Achei Sudoeste O ataque deixou marcas físicas e psicológicas. Marta, que no momento da adrenalina não sentiu o impacto, passou a relatar fortes dores nos braços no dia seguinte, reflexo do esforço físico extremo que fez para imobilizar o pitbull. “Acho que como eu estava em um estado de choque, de nervoso, não sentia nada. Mas de ontem para cá já me sentiu umas dores maiores no braço”, explicou. O shih tzu foi levado às pressas para o veterinário, onde permanece em acompanhamento e com a pata enfaixada. “O cachorro estava aqui tremendo, estava em estado de choque, eu estava em estado de choque, foi uma situação de muita vulnerabilidade”, completou.
A indignação da moradora aumentou após conversar com a vizinhança e descobrir que a presença do pitbull solto na região é recorrente. “Os meus vizinhos me falaram que não é a primeira vez que esse cachorro fica solto. Ele sempre fica solto, ou seja, não foi um acaso. Foi uma coisa que poderia ser evitada”, criticou Marta. Apesar de a dona do pitbull ter pedido desculpas logo após conter o animal, ela não ofereceu qualquer assistência para cobrir os custos médicos, que já passam de R$ 300, e desapareceu sem deixar contatos ou endereço.
Marta tentou registrar um Boletim de Ocorrência na Delegacia Territorial de Brumado na quinta-feira (02). A Polícia Civil informou que, para dar andamento à denúncia e intimar a proprietária do pitbull, é necessário apresentar o nome completo ou o endereço exato da responsável, dados que a vítima ainda tenta descobrir. O caso serve como um alerta urgente sobre a responsabilidade na posse de animais de grande porte e o risco que a omissão de tutores pode causar à vida de terceiros.
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